21,5% dos alagoanos vivem com renda de até R$ 181

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado 21,5% da população de Alagoas com residência fixa sobrevivia com renda mensal, por cabeça, de até 1/4 de salário mínimo, ou seja, com R$ 181; percentual de concentração de pessoas com este rendimento era bem pior há dez anos, mas ainda é considerado o segundo maior do país, em termos proporcionais, ficando atrás somente do Maranhão; dados são relativos a 2014

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado 21,5% da população de Alagoas com residência fixa sobrevivia com renda mensal, por cabeça, de até 1/4 de salário mínimo, ou seja, com R$ 181; percentual de concentração de pessoas com este rendimento era bem pior há dez anos, mas ainda é considerado o segundo maior do país, em termos proporcionais, ficando atrás somente do Maranhão; dados são relativos a 2014
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado 21,5% da população de Alagoas com residência fixa sobrevivia com renda mensal, por cabeça, de até 1/4 de salário mínimo, ou seja, com R$ 181; percentual de concentração de pessoas com este rendimento era bem pior há dez anos, mas ainda é considerado o segundo maior do país, em termos proporcionais, ficando atrás somente do Maranhão; dados são relativos a 2014 (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - Ano passado, 21,5% da população de Alagoas com residência fixa sobrevivia com renda mensal, por cabeça, de até 1/4 de salário mínimo, ou seja, com R$ 181. O percentual de concentração de pessoas com este rendimento era bem pior há dez anos, mas ainda é considerado o segundo maior do país, em termos proporcionais, ficando atrás somente do Maranhão. Os dados são relativos a 2014 estão na pesquisa 'Síntese  de Indicadores Sociais - Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015', divulgado nesta sexta-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2014, o salário mínimo era de R$ 724.

Nos últimos 10 anos, o índice caiu bastante no estado. No levantamento anterior, feito em 2009,  quando o mínimo era de R$ 465, o percentual de pessoas que tinham renda de até 1/4 do salário mínimo era de 28,8%, sendo o maior do Brasil disparado. Em 2004, o IBGE informou que o cenário alagoano apontava que 31,9% dos habitantes enquadrados no parâmetro da síntese tinham este rendimento mensal baixo.

"Se 21% das pessoas que fazem parte das famílias alagoanas vivem com ¼ de salário mínimo, se a cada dez pessoas, duas recebem o equivalente a R$ 181, isso demonstra que Alagoas ainda é um estado muito pobre. O salário mínimo, como o nome já diz, já é o mínimo para a pessoa viver. Outro aspecto são as transferências governamentais, que têm um papel importante. O Nordeste recebe mais de 50% desses recursos, que vêm de programas como Bolsa Família e que pagam um percentual por filho. Então, o estado tem um grande trabalho a ser feito para melhorar a renda dessas famílias", avalia o economista Reinaldo Rubem.

Segundo ele, um dos caminhos é o investimento em educação, que, com o decorrer do tempo, faz com que as pessoas consigam melhores salários. "E não falo de educação superior, mas da educação básica e técnica. Também não adianta também aumentar os salários se as pessoas têm dificuldade de arrumar empregos de melhor qualidade. Então, há muito o que se avançar nessa área social e, paralelo a isso, é preciso que o Estado aprimore sua capacidade de investimento, gerando desenvolvimento, crescimento e mais oportunidades de emprego", comenta. 

Ele diz que Alagoas também está dentro de uma região pobre, então depende também do desenvolvimento do Nordeste para que possa se desenvolver. "Alagoas e Maranhão estão sempre rivalizando no último lugar desses indicadores. É algo que pode refletir o quanto a concentração de renda ainda é grande nesses lugares. Uma parcela grande da riqueza ainda está com um pequeno grupo de pessoas no Estado, o que leva a dados como esses", reforça o economista.

Dados nacionais

Por outro lado, o rendimento médio e o mediano brasileiro tiveram crescimento real no período, passando de, respectivamente, R$ 828 para R$ 1.245 e de R$ 439 para R$ 732 entre 2004 e 2014. Trata-se de um crescimento em termos reais de 50,3% para o rendimento médio e de 66,7% para o rendimento mediano, em relação a 2004. A pesquisa mostra que esses movimentos estariam relacionados, fundamentalmente, à dinâmica do mercado de trabalho, cuja renda constitui a maior parcela do rendimento da população.

As regiões Norte e Nordeste do país concentram as maiores proporções de pessoas que vivem com até 1/4 de salário mínimo per capita. Este comportamento reflete, em larga medida, as históricas desigualdades regionais produzidas ao longo do processo de desenvolvimento brasileiro, tanto em termos de condições de vida quanto de crescimento econômico. Em 2014, a proporção de pessoas nesta classe de rendimento era cerca de 17 vezes maior no Estado do Maranhão em comparação com o Estado de Santa Catarina. 

Com gazetaweb.com

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