'A gente só escutou o barulho da flecha no peito dele', diz testemunha sobre morte de coordenador da Funai em Rondônia

O policial Paulo Ricardo Bressa, amigo de Rieli Franciscato, morto após levar uma fechada de indígenas em Rondônia, afirmou que foi junto com o colega mais outra militar acompanhá-lo em uma região de índios isolados e propícia a conflitos. "A gente só escutou o barulho da flecha", contou Bressa

Rieli Franciscato
Rieli Franciscato (Foto: Arquivo pessoal)
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247 - O policial Paulo Ricardo Bressa, amigo de Rieli Franciscato, morto após levar uma fechada de indígenas isolados em Rondônia, nessa quarta-feira (9), narrou os momentos finais do sertanista. De acordo com o agente, Rieli pediu a um sargento apoio para seguir até uma área de conflito. Após o pedido, o próprio Bressa e uma colega foram liberados para acompanhar o amigo, que era responsável pela coordenação da Frente de Proteção Etnoambiental Uru-Eu-Wau-Wau da Fundação Nacional do Índio (Funai). 

"O Rieli chegou aqui, pediu apoio pro sargento, se a gente poderia ir com ele lá, porque lá é uma área de conflito. O sargento liberou a gente pra ir, a gente foi. Quando a gente chegou lá onde eles apareceram, ele entrou em contato com a senhora dona da terra e perguntou se podia dar uma olhada por onde eles tinham vindo", contou Bressa. "A gente só escutou o barulho da flecha", disse ao portal G1

Rieli Franciscato tinha 56 anos. Houve uma tentativa de socorro, porém o sertanista já chegou morto ao hospital.

O coordenador defendia o não contato com o grupo e buscava evitar conflitos na região. Também integrou a equipe que demarcou a primeira terra exclusiva para indígenas isolados.

Em nota, a Funai declarou imenso pesar com o falecimento e informou que acompanha o caso. "Rieli dedicou a vida à causa indígena. Com mais de três décadas de serviços prestados na área, deixa um imenso legado para a política de proteção desses povos", disse o coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Funai, Ricardo Lopes Dias.

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