ACM diz que Aécio, Dilma e Eduardo "anteciparam" 2014

"As três principais candidaturas ou pré-candidaturas postas estão num movimento intenso, diário. Isso, de alguma maneira, acaba gerando uma precipitação dos processos eleitorais nos estados", afirma o prefeito do DEM, que deverá apoiar o peemedebista Geddel Vieira Lima na disputa pelo Governo da Bahia contra o PT de Jaques Wagner

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Bahia 247

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), voltou a descartar qualquer possibilidade de disputar o cargo de governador do Estado em 2014 em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, criticou a antecipação do debate eleitoral por parte da base aliada do PT de Jaques Wagner e nas entrelinhas deu a entender mais uma vez que deverá honrar o acordo com o PMDB e apoiar o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima.

ACM Neto pondera que, na verdade, a antecipação da disputa no plano nacional foi que acelerou o processo nos estados. "As três principais candidaturas ou pré-candidaturas postas estão num movimento intenso, diário. Da presidente Dilma Rousseff (PT), do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do senador Aécio Neves (PSDB). Isso, de alguma maneira, acaba gerando uma precipitação dos processos eleitorais nos estados.

Abaixo trechos da entrevista e aqui o texto completo.

Tribuna – Dois mil e quatorze está na pauta política. Há uma antecipação clara por parte da base do governo. Haverá uma dificuldade da oposição na Bahia hoje para apresentar um candidato competitivo?

ACM Neto – Primeiro eu tenho ao máximo evitado falar em 2014. Eu acabei de sair de uma eleição. Eu estou extremamente absorvido pela agenda administrativa da prefeitura. Não estou tendo quase tempo para falar de política, para conversar sobre política. Às vezes nem pra ler sobre política. Então, eu estou muito concentrado em 2013. Até porque, graças a Deus, depois de ter disputado quatro eleições consecutivas, e ter disputado cinco eleições em um prazo de 10 anos, graças a Deus, eu não serei candidato em 2014.

Tribuna – Mesmo o seu nome sendo o melhor posicionado nas pesquisas até agora?

ACM Neto – Sem nenhuma chance. Não há hipótese de eu ser candidato. Ela sempre foi descartada por mim enquanto candidato a prefeito e por mim agora como prefeito de Salvador. A cidade tem tanto desafio pela frente, tem tanto problema para ser resolvido, que não há hipótese de eu sair. E não haveria hipótese de nenhum outro que aqui estivesse sentado pensar em sair candidato.

Tribuna – Da base da prefeitura, Geddel Vieira Lima, Paulo Souto, Antonio Imbassahy. Quem vai conseguir agregar mais para apresentar um projeto, para contrabalancear com o PT?

ACM Neto – Aí você percebe o seguinte. Houve uma precipitação do processo no plano nacional. Se você for analisar, as três principais candidaturas ou pré-candidaturas postas estão num movimento intenso, diário. Da presidente Dilma Rousseff (PT), do governador Eduardo Campos (PSB) e do senador Aécio Neves (PSDB). Isso, de alguma maneira, acaba gerando uma precipitação dos processos eleitorais nos estados. E é o que talvez aconteça aqui. Se você for examinar, a disputa na base do governo do estado hoje é muito intensa. No campo fora do governo, a disputa não está dessa maneira. Acho que a velocidade é outra, com muito mais parcimônia. Lá dentro é que a gente já percebe muitos movimentos para precipitar o processo. Eu acho que é cedo para falar. O que eu espero é que os partidos que me deram sustentação no segundo turno de 2012, pelo menos esses partidos, que são seis, PMDB, PSDB, Democratas, PV, PPS e PTN, eu espero que esses seis partidos possam construir um caminho comum para a disputa eleitoral. Agora, nomes não devemos falar ainda. Está cedo. O momento ainda é cedo para definir calendário. Acho que o momento agora é o momento dos prefeitos, não apenas o da capital, mas de todo o estado da Bahia e do Brasil fazerem o seu dever de casa e arrumarem as suas cidades.

Tribuna – Já que a gente não vai falar de nomes, não vai antecipar a questão de nomes, a falta de um nome natural da oposição facilita o processo para a base do governo?

ACM Neto – Eu repito: eu acho que é cedo. A gente não sabe como vai ser a dinâmica da base do governo. Se vai ter um candidato único, se vai ter mais de um candidato, se vai ter uma cisão ou não vai, se vão estar unidos ou não vão. A gente não sabe disso. Da mesma maneira que é cedo para falar qual é a dinâmica e o comportamento dos partidos do campo de oposição. Agora, qualquer disputa na Bahia, você pode buscar na história recente, é uma disputa que vai ter mais de um lado. Não existe disputa de um lado só. A indefinição é como esses lados vão se acomodar, como é que eles vão se ajustar.

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