Alagoanos temem que vagas deixadas por cubanos não serão preenchidas

“A nossa preocupação é que os médicos cubanos estão retornando ao seu país e temos o receio do não preenchimento das vagas, considerando a dificuldade de provimento para as regiões de difícil acesso, principalmente nos municípios da zona rural”, diz a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas, Izabelle Pereira; para Alagoas, foram reservadas 123 vagas nos municípios e quatro no Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI)

Alagoanos temem que vagas deixadas por cubanos não serão preenchidas
Alagoanos temem que vagas deixadas por cubanos não serão preenchidas (Foto: Reprodução)

Por Cada Minuto - A partir desta quarta-feira (21) alguns médicos cubanos que estavam trabalhando em Alagoas começaram a deixar os municípios para retornar a Cuba depois do cancelamento do acordo do programa Mais Médico. Com isso, as Secretarias Municipais de Saúde temem que as vagas não sejam preenchidas em curto prazo.

Para Alagoas, foram reservadas 123 vagas nos municípios e quatro no Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), totalizando 127 vagas. “A nossa preocupação é que os médicos cubanos já estão retornando aos seus países de origem e enquanto gestores da pasta temos o receio do não preenchimento a curto prazo das 127 vagas, considerando a dificuldade de provimento de profissionais médicos para as regiões de difícil acesso, principalmente nos municípios da zona rural”, reforçou a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), Izabelle Pereira.

 Segundo ela os municípios mais prejudicados com a ausência destes profissionais com 100% das equipes são Jundiá (com dois na ESF, sendo dois médicos cubanos) e Belo Monte (Três na ESF e três médicos cubanos). Há ainda 18 municípios com mais de 50% das suas equipes compostas por médicos cubanos, entre eles: Água Branca, Belém, Cacimbinhas, Campestre, Canapi, Chã Preta, Dois Riachos, Feliz Deserto, Igreja Nova, Jacuíp e, Maravilha, Mata Grande, Olho D Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar e Piranhas.

A partir da cessação do vínculo do Governo de Cuba com o PMM, e o anúncio da data de seu retorno a Cuba, o profissional médico perde as prerrogativas que legalizavam sua permanência e trabalho no Brasil. Ou seja, seu visto de trabalho e sua autorização para o trabalho no PMM expiram automaticamente, tornando sua permanência e seu trabalho ilegal.

O MS disponibilizou 8.517 vagas e no primeiro edital todas são ofertadas aos médicos (brasileiros e estrangeiros) com registro no CRM do Brasil. As inscrições estarão abertas a partir das 8h de 21 de novembro (quarta-feira) até as 23h59 de 25 de dezembro, e deverão ser feitas pelo site maismedicos.gov.br

 

 

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