Apolo vira pedra no sapato para aecistas do PSB

Pré-candidato ao governo de Minas com apoio da ex-ministra Marina Silva, o ambientalista Apolo Heringer Lisboa aponta fragilidade do candidato tucano Pimenta da Veiga e descarta acordo do PSB com Aécio Neves no estado

Pré-candidato ao governo de Minas com apoio da ex-ministra Marina Silva, o ambientalista Apolo Heringer Lisboa aponta fragilidade do candidato tucano Pimenta da Veiga e descarta acordo do PSB com Aécio Neves no estado
Pré-candidato ao governo de Minas com apoio da ex-ministra Marina Silva, o ambientalista Apolo Heringer Lisboa aponta fragilidade do candidato tucano Pimenta da Veiga e descarta acordo do PSB com Aécio Neves no estado (Foto: Gisele Federicce)

Pautando Minas - Médico, professor universitário aposentado e ambientalista, Apolo Heringer Lisboa virou uma pedra no sapato dos caciques locais do PSB mineiro, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e o presidente estadual do partido, deputado Júlio Delgado. Lacerda e Delgado querem apoiar o candidato do PSDB de Aécio Neves ao governo do Estado, Pimenta da Veiga. Mas Apolo quer ser o candidato do PSB ao Palácio Tiradentes.

Exilado político na Argélia - onde conviveu com o falecido Miguel Arraes, líder máximo do PSB e avô do presidenciável Eduardo Campos, Apolo tem o apoio de Marina Silva, pré-candidata a vice na chapa de Campos. Seu argumento em defesa da própria candidatura é simples e difícil de ser desmontado pelos caciques aecistas do PSB local: é paradoxal um partido que tem um candidato a presidente da República apoiar o candidato ao governo mineiro de um concorrente ao Planalto, o senador Aécio Neves.

"Como pode o partido do Eduardo Campos, que é, vamos dizer assim, o dono do PSB, apoiar o Aécio Neves? Isso é boato. Não tem lógica", diz Apolo. O raciocínio do pré-candidato do PSB ao governo de Minas vai ter de superar, contudo, o histórico de subordinação do PSB a Aécio. Essa subordinação ficou claramente demonstrada na forma como o prefeito Marcio Lacerda decidiu permanecer no cargo, após uma reunião com Aécio, afastando a possibilidade de uma candidatura ao Palácio Tiradentes.

Apolo reclama que o prefeito vem adiando desde o fim de 2013 a decisão sobre a pré-candidatura socialista. "Lancei meu nome no fim do ano passado. O Marcio Lacerda pediu tempo para pensar. E ele estava pensando até uns 15 dias atrás. Com isso, o PSB perdeu seis meses de articulação", diz o ambientalista.

Enquanto o tempo passava, o PSB mantinha cargos no governo estadual. Chegou a ter três secretarias. Hoje são duas, mas uma delas foi reforçada: a Secretaria Especial da Copa do Mundo foi incorporada à pasta de Esportes e Turismo, sob a batuta de Tiago Lacerda, filho do prefeito de BH. Apolo diz que não sabe quantos cargos o PSB possui no governo mineiro, mas defende a entrega desses postos, caso a tese da candidatura própria dos socialistas ao governo de Minas triunfe.

"Acho que se o PSB optar por candidatura própria e independente deve entregar as secretarias, sim, porque é incompatível. E o PSDB deve ver isso como coisa normal, da democracia, e não como uma inimizade, como uma atitude de hostilidade. Eu acho que o que é irregular e inaceitável é a cooptação de siglas menores por siglas maiores a partir de oferta de empregos e de cargos."

Apolo tem um argumento adicional para defender a sua candidatura ao governo de Minas. Além de fortalecer a candidatura de Eduardo Campos, o ambientalista entende que o pré-candidato tucano Pimenta da Veiga não é uma boa alternativa para Minas Gerais. "Pelo que eu soube, a candidatura do Pimenta foi uma sugestão do Fernando Henrique Cardoso. O Aécio, querendo melhorar a relação com o PSDB de São Paulo, porque o Serra não o apoia, trouxe o Pimenta da Veiga", diz.

Para Apolo, o pré-candidato tucano "não está tendo apetite para a disputa". "O Pimenta da Veiga é uma pessoa que ficou afastada de Minas 20 anos, foi prefeito de Belo Horizonte, perdeu muito apoio quando ele largou a prefeitura para ser candidato ao governo, é uma pessoa que não está tendo apetite para a disputa. Eu acho que ele vai ficar deprimido, ele não vai conseguir fazer a campanha", afirma.

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