Após mais de dois anos, Justiça mineira marca julgamento de Azeredo: 8 de agosto

Ex-governador do Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) foi condenado em primeira instância a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no processo do mensalão tucano; o tribunal decidirá se mantém ou ou não a sentença; mesmo que a prisão seja determinada pela Justiça, Azeredo não deverá ficar mais que um ano e um mês na prisão, pois completará 70 anos no dia 9 de setembro do próximo ano

Eduardo Azeredo
Eduardo Azeredo (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) marcou para o dia 8 de agosto a data do julgamento do recurso do ex-governador do estado Eduardo Azeredo (PSDB), condenado em primeira instância a mais de 20 anos de prisão por peculato e lavagem de dinheiro, no processo do mensalão tucano.

O tribunal decidirá se mantém ou ou não a sentença, após mais de 2 anos com o processo parado. De acordo com a acusação, quando tentou a reeleição em 1998, Azeredo, derrotada pro Itamar Franco naquele ano, desviou recursos de estatais do governo para financiar sua campanha. O esquema teria contado com a participação do publicitário Marcos Valério.

Mesmo que a prisão seja determinada pela Justiça, o ex-governador não deverá ficar mais que um ano e um mês na prisão, pois ele completará 70 anos no dia 9 de setembro do próximo ano. O Código Penal Brasileiro permite que, nessa idade, o tempo de prescrição do crime caia pela metade. O prazo cairia de 16 anos para oito, prazo é inferior aos 11 anos que se passaram entre o crime (1998) e a denúncia, apresentada em 2009.

É necessário o processo chegue até setembro do ano que vem já transitado em julgado para o que o tucano cumpra toda a pena. Tal possibilidade deve não se concretizar, porque ele pode apresentar recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

A vida de Azeredo, no entanto, pode ficar ainda mais complicada, porque a Polícia Federal aceitou a delação premiada de Marcos Valério, que também pode ser homologada pelo STF. 

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