Artesanato é atração dos I Jogos Mundiais Indígenas

O sucesso é tão grande que no sábado (24), primeiro dia de feira, o atendimento se encerrou, às 21h, com mais de 300 pessoas do lado de fora. A saída foi retornar no dia seguinte; Muitos expositores levaram suas mercadorias para comercializar com esse público no lado de fora do espaço dos Jogos

O sucesso é tão grande que no sábado (24), primeiro dia de feira, o atendimento se encerrou, às 21h, com mais de 300 pessoas do lado de fora. A saída foi retornar no dia seguinte; Muitos expositores levaram suas mercadorias para comercializar com esse público no lado de fora do espaço dos Jogos
O sucesso é tão grande que no sábado (24), primeiro dia de feira, o atendimento se encerrou, às 21h, com mais de 300 pessoas do lado de fora. A saída foi retornar no dia seguinte; Muitos expositores levaram suas mercadorias para comercializar com esse público no lado de fora do espaço dos Jogos (Foto: Luis Mauro Queiroz)
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Palmas - Um espaço dedicado a arte, cultura e negócios. A Feira Mundial do Artesanato Indígena vem atraindo a atenção e a participação de milhares de pessoas durante os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas. Desde sua abertura oficial, a feira recebeu mais de 41.800 visitações. A feira funciona de 10 às 21 horas até o final deste mês. 


O sucesso é tão grande que no sábado (24), primeiro dia de feira, o atendimento se encerrou, às 21h, com mais de 300 pessoas do lado de fora. A saída foi retornar no dia seguinte. Muitos expositores levaram suas mercadorias para comercializar com esse público no lado de fora do espaço dos Jogos.  Em muitos momentos o credenciamento teve que ser interrompido, porque o limite de 2.500 pessoas no espaço havia sido atingido, conforme orientação do Corpo de Bombeiros. O controle de entrada e saída é feito eletronicamente.


“Já vendemos muito. O pessoal gosta muito”, contou o índio Aunú Kuikuro, da região do Xingu em Mato Grosso. As índias do Acre Edna Carlos Brandão, da etnia Shanenawa, e Dilvanir Justino, da etnia Apurinã, também comemoram o sucesso de vendas. “As pessoas gostam do nosso trabalho porque é diferenciado”, explicou Edna, ressaltando o apoio que recebe do Sebrae desde 2002 naquele estado.


Do Amazonas, o índio José Garcia, da etnia Koripako, já comemora as vendas e a oportunidade de participar da feira. "Recebemos apoio do Sebrae para estar aqui e graças a Deus estamos vendendo muito. No primeiro dia, vendi tudo. E hoje (domingo, 25) busquei mais no aeroporto, onde mantenho o estoque”, contou ele.


Para apoiar os negócios que estão sendo realizados, a feira conta com estande do Comitê Intertribal (ITC), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Correios e até uma agência móvel bancária para permitir os visitantes sacar dinheiro e pagar suas compras.


O espaço com ar condicionado chama as pessoas para a praça da alimentação dentro da feira. Cinco pequenos negócios atendidos pelo Sebrae no Tocantins estão presentes e fazendo bons negócios. No espaço é comum a visita de estrangeiros que, para facilitar, contam com interprete bilíngue para auxiliar na comunicação.


Integração

Além da praça de alimentação, outros espaços da feira do artesanato se tornaram embaixada da integração dos índios. Na praça central dentro da feira, a todo momento grupos indígenas apresentam músicas e danças atraindo a presença e atenção dos visitantes.


O registro não fica só na memória. Os visitantes estão encantados com os indígenas caracterizados com pinturas corporais e adereços tradicionais das suas etnias e registram tudo em fotos que invadiram as redes sociais. Estima-se que os registros fotográficos podem chegar a 500 mil somente nesses dois primeiros dias de feira, sem contar o trabalho das centenas de jornalistas nacionais e estrangeiros.


O Espaço Kaly está fazendo a alegria da criançada com brincadeiras, desenhos, pinturas e muita diversão. E logo ao lado, o Espaço Warã, que simula tematicamente uma oca, com chão batido e redes, leva os visitantes a uma experiência com o habitat indígena.


Muito feliz e emocionado, o superintendente do Sebrae no Tocantins, Omar Hennemann, diz que o sucesso da feira de artesanato é fruto da parceria de sucesso entre ITC, PNUD e os índios que estão tendo a oportunidade de mostrar e vender aquilo que de mais belo produzem. “Sem índio não tem artesanato, e sem artesanato não tem feira. O Sebrae está radiante com a resposta do público e dos artesãos”.


Para a advogada Fernanda Farias, a Feira é o espaço que proporciona aos visitantes conhecer mais de perto a cultura indígena. “Foi a primeira vez que meu filho de quatro anos viu índios de verdade. Ele ficou encantado com as pinturas; não hesitei e também me pintei e pintei ele”, contou.


O motorista Carlos Viana disse que, além da beleza, o espaço também é agradável, pois proporciona interação direta com os índios, onde a construção de peças artesanais pode ser vista em tempo real. “É impossível passar no espaço e não levar uma lembrancinha. O Sebrae foi muito feliz com a ideia de valorizar também o empreendedorismo indígena”, explicou Viana.


Nesta segunda-feira (26), o Espaço Empresarial vai receber lojistas e empresários de diversas partes do país para participarem das primeiras rodadas de negócios, onde compradores e vendedores indígenas estarão frente a frente para negócios.

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