‘Ataque ao PC do B revela avanço do fascismo’

Deputado Marcelino Galo (PT) condenou nesta segunda-feira o ataque à sede do PC do B em Mato Grosso do Sul na sexta-feira (18), após as manifestações em todo o País em defesa da democracia e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff; "Essas manifestações quem vêm se naturalizando na sociedade brasileira pela manifestação de intolerância, de ódio, de falta de convivência, são manifestações perigosas, que neste momento atinge partidos políticos de esquerda, o PT e o PC do B, mas já começa a se manifestar para os políticos em geral", diz Galo

Marcelino Galo
Marcelino Galo (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Marcelino Galo (PT) condenou em discurso nesta segunda-feira (21) o ataque à sede do PC do B em Mato Grosso do Sul na sexta-feira (18). Tentativa de incendiar a unidade central do Partido Comunista do Brasil, em na capital Campo Grande, aconteceu logo após as manifestações em todo o País em defesa da democracia e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para Galo, as ações fascistas, que já atacaram as sedes do Instituto Lula e da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo, "são extremamente perigosas, carregadas de intolerância e de ódio e atentam contra a democracia".

Galo alerta que há negação da política como mediadora dos conflitos da sociedade nas ações fascistas bem como nas mobilizações contra o governo federal.

"Essas manifestações quem vêm se naturalizando na sociedade brasileira pela manifestação de intolerância, de ódio, de falta de convivência, são manifestações perigosas, que neste momento atinge partidos políticos de esquerda, o PT e o PC do B, mas já começa a se manifestar para os políticos em geral", disse o deputado.

Galo cita como exemplos o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador por Minas Gerais Aécio Neves, ambos do PSDB, e o deputado baiano José Carlos Aleluia, do DEM, que foram repudiados, expulsos e quase agredidos nas manifestações que defendiam o impedimento da presidente Dilma Rousseff no dia 13 último.

"Essa desqualificação da política nós sabemos o que é que dá. É a democracia complicada, trabalhosa, difícil, mas é o melhor regime que existe. Não podemos conceber, nem ficar calado, por que, sem política não há democracia e sem democracia o que existe é ditadura, autoritarismo ou estado de exceção, que não respeita direitos individuais e coletivos", afirmou o petista.

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