Augusto e Venâncio abrem o berreiro: "João e Déda juntos? Não!"

"O PT tem uma linha de fazer política muito diferente da nossa. Sou totalmente contra uma aliança com o PT. Vamos ter candidatos diferentes a presidente, a governador e a senador”, disse Augusto; "como João irá melhorar a saúde de Aracaju mantendo em cargos importantes uma enfermeira que é esposa de um ex-prefeito do PT? Assim, não vai corrigir nunca os problemas", reclama Venâncio; ligados hoje aos Amorim, os dois principais deputados da oposição na Alese protestam contra suposta aproximação entre João e Déda; seria o pior dos pesadelos para o candidato Eduardo Amorim em 2014?

Augusto e Venâncio abrem o berreiro: "João e Déda juntos? Não!"
Augusto e Venâncio abrem o berreiro: "João e Déda juntos? Não!"
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Valter Lima, do Sergipe 247 – Os deputados estaduais de oposição Augusto Bezerra (DEM) e Venâncio Fonseca (PP) externaram nesta segunda-feira (1º) na Assembleia Legislativa toda a insatisfação deles com a possibilidade de um acordo político entre o PT, do governador Marcelo Déda, e o DEM, do prefeito João Alves Filho. Eles também reclamaram da permanência de pessoas ligadas à gestão anterior na atual administração de Aracaju.

“O PT tem uma linha de fazer política muito diferente da nossa. Sou totalmente contra uma aliança com o PT. Não se pode misturar entendimento administrativo, que está ocorrendo, com política. Não existe nenhuma possibilidade de passar para o entendimento político. Vamos ter candidatos diferentes a presidente, a governador e a senador”, disse Augusto.

Venâncio reforçou: “se alguns entendimentos foram feitos foram em termos administrativos de dois homens públicos, o governador e o prefeito, que fazem política civilizada. E em determinados momentos é necessário não só para capital como para o governo este entendimento administrativo. Com relação a acordo político em termos de fazer coligação, isso nunca foi nem discutido, nem cogitado. Pelo menos, pelo grupo da gente”.

Ainda assim, a manutenção de profissionais ligados à administração do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) em cargos estratégicos da nova gestão é um sinal de alerta para aqueles que não querem a tão famigerada aliança. Ligados hoje diretamente ao senador Eduardo Amorim (PSC) e ao líder político Edivan Amorim (PTB), Augusto e Venâncio, maiores críticos dos governos Déda e Edvaldo, rejeitam a iniciativa do prefeito João Alves Filho de manter, por exemplo, a esposa do ex-prefeito de Propriá, Paulo Brito (PT), a enfermeira Tina Luíza Cabral, em função importante na Secretaria Municipal da Saúde. Ela comanda o Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação.

“João afirma que Aracaju só terá uma saúde ideal em julho deste ano. Sabemos da capacidade e luta dele, mas se João for esperar para corrigir os problemas da saúde com Tina Cabral, não vai corrigir nunca. Este tipo de assessor não tem amor pelo projeto. Não vai trabalhar e se esforçar para o projeto político de João. Que interesse vai ter a esposa do ex-prefeito de Propriá na administração de João? Será que não tem uma enfermeira da confiança do prefeito para exercer este cargo? Acho que tem. A Tina pode ser uma técnica capaz, mas ela jamais aplicará a capacidade política dela no sucesso de um projeto de João. Se quer continuar deste jeito, vai ter dificuldade. E não é só ela não. Tem muita gente”, reclamou Venâncio.

O mimimi dos dois deputados de oposição, embora neguem, é o sinal de que há realmente uma possibilidade, por menor e mais remota que seja, de uma tentativa de aproximação entre DEM e PT. Se isto irá se materializar, dificilmente dá para afirmar neste momento, pois, dentro dos dois partidos, a voz corrente é a de que não há condições de uma aliança saudável.

No entanto, assusta Amorim – e os que o seguem – a ideia de Déda, Jackson, João e Valadares se unirem em 2014. Para o principal agrupamento da oposição, ter João no palanque de Eduardo é a garantia de uma eleição mais confortável. Por isto, este chiar na Assembleia. Mas os discursos inflamados de Augusto e Venâncio não encontram um ouvido atento em João, pois o prefeito sabe de que lado os dois deputados realmente estão – e não é o lado dele.

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