BC vê inflação estourando a meta em 2016 e reforça que não vai cortar juros tão cedo

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira, o Banco Central, presidido por Ilan Goldfajn, reitera não haver espaço para reduzir a Selic; o BC informou que a projeção para 2016 tanto pelo cenário de referência quanto pelo de mercado é de inflação em torno de 6,75% - acima da meta de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais

Brasília - O novo presidente do BC, Ilan Goldfajn participa da Cerimônia de transferência do cargo de presidente do Banco Central (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O novo presidente do BC, Ilan Goldfajn participa da Cerimônia de transferência do cargo de presidente do Banco Central (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central vê a inflação fora da meta em 2016 e, para o próximo ano, no centro do objetivo dentro do cenário que considera a manutenção da taxa básica de juros em 14,25 por cento, segundo ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

No documento, no qual reiterou não haver espaço para reduzir a Selic, o BC informou que a projeção para 2016 tanto pelo cenário de referência quanto pelo de mercado é de inflação em torno de 6,75 por cento --acima da meta de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais.

"Para 2017, a desinflação até a meta ocorre sob as hipóteses do cenário de referência. Entretanto, no cenário de mercado, a desinflação ocorre em velocidade aquém da perseguida pelo Comitê", apontou a autoridade monetária.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em 14,25 por cento ao ano, patamar que segue desde julho de 2015, na primeira reunião do Copom sob o comando de Ilan Goldfajn.

(Por Marcela Ayres)

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