BHP disponibiliza US$ 1,3 bi para custos de desastre

O grupo minerador anglo-australiano BHP anunciou a disponibilização de US$ 1,1 a US$ 1,3 bilhão destinados a assumir custos pelo rompimento de uma barragem de Fundão, no município de Mariana; o BHP informou que este valor será somado aos US$ 100 milhões já concedidos para enfrentar os impactos diretos da catástrofe e será contabilizado no balanço do segundo trimestre, que será publicado no dia 16 de agosto; a soma representa aproximadamente a metade do que o maior grupo minerador do mundo se comprometeu a pagar pelo desastre registrado

Distrito de Bento Rodrigues totalmente coberto por lama depois do rompimento da barragem do Fundão da mineradora Samarco, em Mariana (MG) 6/11/ 2015. REUTERS/Ricardo Moraes
Distrito de Bento Rodrigues totalmente coberto por lama depois do rompimento da barragem do Fundão da mineradora Samarco, em Mariana (MG) 6/11/ 2015. REUTERS/Ricardo Moraes (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - O grupo minerador anglo-australiano BHP anunciou, nesta quinta-feira (28), a disponibilização de US$ 1,1 a US$ 1,3 bilhão destinados a assumir custos pelo rompimento de uma barragem de Fundão, no município de Mariana, em 5 de novembro do ano passado. O BHP informou que este valor será somado aos US$ 100 milhões já concedidos para enfrentar os impactos diretos da catástrofe e será contabilizado no balanço do segundo trimestre, que será publicado no dia 16 de agosto. A soma representa aproximadamente a metade do que o maior grupo minerador do mundo se comprometeu a pagar pelo desastre registrado.

O rompimento da barragem de rejeitos de mineração foi considerado o maior desastre ambiental da história do País, e deixou 19 mortos. A lama chegou ao litoral do Espírito Santo e, segundo laudo do Ibama, divulgado em dezembro do ano passado, os rejeitos atingiram cerca de 1.500 hectares de vegetação ao longo de 77 quilômetros de cursos d'água. 

Em novembro, dias após o desastre, o fotógrafo e vice-presidente do Instituto Terra, Sebastião Salgado, previu que a recuperação das nascentes do Rio Doce vai demorar pelo menos 20 anos.


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