Boulos: capitão infiltrado é o novo cabo Anselmo

"O caso de Balta Nunes aponta grave ameaça às liberdades democráticas no Brasil. Primeiro, vem um golpe parlamentar. Depois, um programa de ataque sem precedentes aos direitos sociais e trabalhistas. A cereja do bolo é a ofensiva contra a liberdade de manifestação e os movimentos sociais", diz Guilherme Boulos, sobre o caso do capitão do Exército que se infiltrou num grupo de WhatsApp para que 26 jovens fossem presos ilegalmente num dia de Fora Temer

"O caso de Balta Nunes aponta grave ameaça às liberdades democráticas no Brasil. Primeiro, vem um golpe parlamentar. Depois, um programa de ataque sem precedentes aos direitos sociais e trabalhistas. A cereja do bolo é a ofensiva contra a liberdade de manifestação e os movimentos sociais", diz Guilherme Boulos, sobre o caso do capitão do Exército que se infiltrou num grupo de WhatsApp para que 26 jovens fossem presos ilegalmente num dia de Fora Temer
"O caso de Balta Nunes aponta grave ameaça às liberdades democráticas no Brasil. Primeiro, vem um golpe parlamentar. Depois, um programa de ataque sem precedentes aos direitos sociais e trabalhistas. A cereja do bolo é a ofensiva contra a liberdade de manifestação e os movimentos sociais", diz Guilherme Boulos, sobre o caso do capitão do Exército que se infiltrou num grupo de WhatsApp para que 26 jovens fossem presos ilegalmente num dia de Fora Temer (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Em artigo publicado nesta sexta-feira, Guilherme Boulos, líder do MTST, compara o capitão do Exército Balta Nunes, que se se infiltrou num grupo WhatsApp para que 26 jovens fossem presos ilegalmente, ao cabo Anselmo, um delator da ditadura militar.

"Como comentou o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), temos o primeiro 'cabo Anselmo do governo golpista". Anselmo foi o mais famoso informante da ditadura militar (1964-1985), que infiltrou-se em movimentos de resistência e passou informações que levaram à prisão, tortura e morte de várias pessoas. Dentre as vítimas do cabo Anselmo esteve sua própria noiva, grávida de quatro meses, que ele entregou ao sádico Sérgio Fleury, por quem foi brutalmente torturada até a morte", lembra Boulos.

Ele também critica a tibieza do governo na reação ao episódio. "Parece que o governo Temer quer fazer o Brasil reviver essa história. São vários os sinais neste sentido. Primeiro, a reação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, em relação à revelação do caso do capitão Botelho. Nada mais que o silêncio, resposta de quem não se sente na obrigação de prestar contas a ninguém. O Exército, por sua vez, declarou com a habitual transparência que irá 'apurar as circunstâncias' do caso."

"O caso de Balta Nunes, permeado por esse contexto, aponta grave ameaça às liberdades democráticas no Brasil. Primeiro, vem um golpe parlamentar. Depois, um programa de ataque sem precedentes aos direitos sociais e trabalhistas. A cereja do bolo é a ofensiva contra a liberdade de manifestação e os movimentos sociais. Um governo sem sustentação no voto popular e com uma agenda de maldades tende a caminhar com naturalidade para as soluções autoritárias. Ao que parece, dias sombrios virão."

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