Caiado veta sangria: 'Sou a favar da cura'. E Agripino?

Após afirmar que Agripino Maia (RN), presidente de seu partido e denunciado por corrupção, tem o benefício da dúvida, líder do Democratas no Senado se coloca 100% contra tese tucana de "relaxamento da oposição" à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirma que vai exigir a apuração do quadro de "total desgoverno e corrupção"; segundo o ruralista, essa é a mesma estratégia proposta em 2005 durante a crise do chamado mensalão, tese que, crê, se mostrou ineficiente: "Olhem o quanto o mensalão ganhou proporções gigantescas e se transformou em petrolão"

Após afirmar que Agripino Maia (RN), presidente de seu partido e denunciado por corrupção, tem o benefício da dúvida, líder do Democratas no Senado se coloca 100% contra tese tucana de "relaxamento da oposição" à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirma que vai exigir a apuração do quadro de "total desgoverno e corrupção"; segundo o ruralista, essa é a mesma estratégia proposta em 2005 durante a crise do chamado mensalão, tese que, crê, se mostrou ineficiente: "Olhem o quanto o mensalão ganhou proporções gigantescas e se transformou em petrolão"
Após afirmar que Agripino Maia (RN), presidente de seu partido e denunciado por corrupção, tem o benefício da dúvida, líder do Democratas no Senado se coloca 100% contra tese tucana de "relaxamento da oposição" à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirma que vai exigir a apuração do quadro de "total desgoverno e corrupção"; segundo o ruralista, essa é a mesma estratégia proposta em 2005 durante a crise do chamado mensalão, tese que, crê, se mostrou ineficiente: "Olhem o quanto o mensalão ganhou proporções gigantescas e se transformou em petrolão" (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - Dias após ardorosa defesa do presidente de seu partido, o senador Agripino Maia (RN), denunciado por corrupção, o líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), declarou que não vai aceitar nenhuma tese de relaxamento da Oposição diante da crise institucional e política em que se encontra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). O senador afirmou que, diferentemente do PSDB, e também do que propõe para seus correligionários, que gozam do benefício da dúvida, vai exigir a apuração dos fatos e os desdobramentos necessários para que possamos esclarecer a toda a sociedade brasileira a situação de total desgoverno e corrupção".
 
"Não dá para repetir o mesmo modelo que a Oposição optou em 2005 com o Mensalão, de esperar o presidente Lula sangrar. Quem sangra hoje é o Brasil. Com todo esse processo de corrupção atingindo proporções inimagináveis, é inaceitável que as oposições caminhem na tese que nada vai adiantar retirar Dilma, que ela deve sangrar até o último dia de seu governo. Sou 100% contrário a essa tese proposta pelo PSDB. Sangria de Lula se transformou em meio de cultura para proliferar a corrupção no país.", afirmou.
 
Se colocando como "100% contrário" a tese proposta pelo PSDB, Caiado argumentou que a estratégia proposta em 2005 durante a crise do Mensalão resultou no aprimoramento do esquema de desvio de dinheiro do governo. "Essa tese já se mostrou ineficiente. Olhem o quanto o Mensalão ganhou proporções gigantescas e se transformou em Petrolão", argumentou.
 
"A favor da cura"
Ronaldo Caiado declarou que a posição do Democratas será a de se valer do princípio básico do parlamento de fiscalizar e cobrar providências de acordo com o tamanho do ato ilícito. "Sou a favor da cura desse processo, não da sangria". Ele chamou de "inadmissível" qualquer tipo de atitude da Oposição que não o de cobrança para que o inquérito seja concluído com êxito. 
 
"É inadmissível que a Oposição não exija neste momento que as regras que balizam o estado democrático de direito sejam aplicadas em todos os escândalos. As denúncias estão sendo esclarecidas pela Justiça e Polícia Federal. A decisão política é do Congresso Nacional e eu não vou me omitir nem renunciar às minhas prerrogativas. Que amanhã, confirmado os fatos, as autoridades tenham que responder pelos crimes de responsabilidade que praticaram", concluiu.
 
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:
 
"Diferentemente do PSDB, vou exigir a apuração dos fatos e os desdobramentos necessários para que possamos esclarecer a toda a sociedade brasileira a situação de total desgoverno e corrupção. Não dá para repetir o mesmo modelo que a Oposição optou em 2005 com o Mensalão, de esperar o presidente Lula sangrar. Quem sangra hoje é o Brasil. Com todo esse processo de corrupção atingindo proporções inimagináveis, é inaceitável que as oposições caminhem na tese que nada vai adiantar retirar Dilma, que ela deva sangrar até o último dia de seu governo. Sou 100% contrário a essa tese proposta pelo PSDB (prescrição feita em 2005 e veja o resultado desse tratamento). Sangria de Lula se transformou em meio de cultura para proliferar a corrupção no país. Essa tese já se mostrou ineficiente. Olhem o quanto o Mensalão ganhou proporções gigantescas e se transformou em Petrolão. Como líder do Democratas, não coaduno com essa proposta. Sou a favor da cura desse processo, não da sangria. Primeiro: o fundamento básico da democracia e o alicerce da República é exatamente poder fiscalizar. É inadmissível que a Oposição não exija neste momento que as regras que balizam o estado democrático de direito sejam aplicadas em todos os escândalos. As denúncias estão sendo esclarecidas pela Justiça e Polícia Federal. A decisão política é do Congresso Nacional e eu não vou me omitir nem renunciar às minhas prerrogativas. Que amanhã, confirmados os fatos, as autoridades tenham que responder pelos crimes de responsabilidade que praticaram."

Ronaldo Caiado, líder do Democratas no Senado Federal

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