Camargo cita propinas a órgão de remédios do governo Alckmin

Executivos da empreiteira Camargo Corrêa relataram o pagamento de propinas a dois funcionários da Fundação Para o Remédio Popular (Furp), controlado pelo governo de São Paulo, para que a administração pública desistisse de uma disputa judicial em 2013 e pagasse uma indenização no valor de R$ 18 milhões para o consórcio responsável pela construção de uma fábrica de medicamentos no município paulista de Américo Brasiliense; caso envolve as administrações tucanas dos ex-governadores Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB

Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, no Congresso Nacional 25/04/2018 REUTERS/Adriano Machado
Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, no Congresso Nacional 25/04/2018 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Paulo Emílio)

São Paulo - Executivos da empreiteira Camargo Corrêa relataram ao Ministério Público de São Paulo, por meio do mecanismo de delação premiada, o pagamento de propinas a dois funcionários da Fundação Para o Remédio Popular (Furp), controlada pelo governo de São Paulo, para que a administração pública desistisse de uma disputa judicial em 2013 e pagasse uma indenização no valor de R$ 18 milhões para o consórcio responsável pela construção de uma fábrica de medicamentos no município paulista de Américo Brasiliense.

Segundo os delatores, as propinas foram pagas ao ex-superintendente da Furp Flávio Francisco Vormittag e ao engenheiro Ricardo Luiz Mahfuz, ex-gerente da construção da fábrica de medicamentos. A unidade foi concluída em 2009 na gestão do então governador José Serra (PSDB). Vormittag atualmente ocupa o cargo de coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

No caso investigado pelo Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público, a Camargo liderou, em 2005, na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), um consórcio contratado pela Furp para erguer a fábrica orçada em R$ 124 milhões. Em 2012, o consórcio ingressou com uma ação na Justiça cobrando uma indenização por parte da Furp alegando que a fundação não teria reconhecido um pedido de desequilíbrio econômico-financeiro causado pela paralisação da obra.

Em setembro de 2013, a 1ª. Vara da Fazenda Pública de Guarulhos, condenou a Furp a pagar R$ 14,9 milhões a título de indenização e enfatizou que a fundação não contestou a ação mesmo após ter sido citada duas vezes no processo.

Segundo a delação do engenheiros e executivos da Camargo Corrêa Jorge Yasbek e Eduardo Mahdigman, o o acordo judicial foi fechado por meio do pagamento de propinas a Vormittag e Mahfuz. Os executivos da empreiteira são os mesmos que também delataram o pagamento de propinas nas obras da Linha 5-Lilás. Para o então ex-diretor do Metrô Sérgio Brasil.

 

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