Campos desembarca do governo. É candidato

O PSB está fora do governo Dilma e a decisão será anunciada nesta quarta-feira, quando serão entregues os dois ministérios ocupados pelo partido: o da Integração Nacional, com Fernando Bezerra Coelho, e o Secretaria de Portos, com Leônidas Cristino. "Cargos nunca precederam nem orientaram a aliança que fizemos há mais de dez anos com a frente política que está no poder. Não vamos ficar nesse balcão de cargos. Nossa relação com os governos de Lula e de Dilma sempre foi de apoio desinteressado”, disse Campos em reunião nesta terça; ele nega que a decisão antecipará a definição sobre sua candidatura a presidente; no entanto, é óbvio que já é candidato

www.brasil247.com - O PSB está fora do governo Dilma e a decisão será anunciada nesta quarta-feira, quando serão entregues os dois ministérios ocupados pelo partido: o da Integração Nacional, com Fernando Bezerra Coelho, e o Secretaria de Portos, com Leônidas Cristino. "Cargos nunca precederam nem orientaram a aliança que fizemos há mais de dez anos com a frente política que está no poder. Não vamos ficar nesse balcão de cargos. Nossa relação com os governos de Lula e de Dilma sempre foi de apoio desinteressado”, disse Campos em reunião nesta terça; ele nega que a decisão antecipará a definição sobre sua candidatura a presidente; no entanto, é óbvio que já é candidato
O PSB está fora do governo Dilma e a decisão será anunciada nesta quarta-feira, quando serão entregues os dois ministérios ocupados pelo partido: o da Integração Nacional, com Fernando Bezerra Coelho, e o Secretaria de Portos, com Leônidas Cristino. "Cargos nunca precederam nem orientaram a aliança que fizemos há mais de dez anos com a frente política que está no poder. Não vamos ficar nesse balcão de cargos. Nossa relação com os governos de Lula e de Dilma sempre foi de apoio desinteressado”, disse Campos em reunião nesta terça; ele nega que a decisão antecipará a definição sobre sua candidatura a presidente; no entanto, é óbvio que já é candidato (Foto: Valter Lima)


247 – O PSB dará nesta quarta-feira (18) o passo mais importante rumo à candidatura de Eduardo Campos a presidente da República em 2014. Nesta data, o partido realizará a reunião com seus principais líderes em Brasília para oficializar a entrega dos cargos que possui no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), inclusive os dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Secretaria de Portos). Eduardo, inclusive, já comunicou a decisão a ambos.

"Os cargos nunca precederam nem orientaram a aliança que fizemos há mais de dez anos com a frente política que está no poder. Não vamos ficar nesse balcão de cargos. Nossa relação com os governos de Lula e de Dilma sempre foi de apoio desinteressado”, disse Eduardo Campos, segundo reportagens do G1 e do Estadão. Ele preferia tomar este posicionamento mais adiante. Mesmo fora do governo, Campos disse que vai ajudar o governo no que for necessário.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, afirmou que "o partido está constrangido com as ameaças que vêm sendo feitas por intermédio dos jornais” sobre as pressões que o PT estaria fazendo para que a presidente Dilma retomasse os cargos que estão com o PSB. Para evitar que parta de Dilma o pedido dos cargos, o PSB se antecipará ao governo e desembarcará da gestão petista.

Segundo o jornalista Josias de Souza, de todos os caciques presentes à reunião desta terça, só o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, defendeu o adiamento da retirada. Mas mesmo ele, ao perceber que ficara vencido, associou-se à maioria. Defensores do apoio do PSB à candidatura reeleitoral de Dilma, os irmãos cearenses Cid e Ciro Gomes podem se opor à entrega dos cargos. Nessa hipótese, tendem a ficar isolados. E podem até ser convidados a deixar o partido. 

O ato desta quarta é o aceno mais vigoroso de uma candidatura de Campos a presidente, embora ele negue. "A decisão sobre o debate sucessório só ocorrerá em 2014. Essa é uma decisão tomada pelo partido lá atrás e será cumprida", afirmou. No entanto, sem as limitações que a presença no bloco do governo representa, a tendência é que o governador de Pernambuco se posicione ainda mais em contraponto ao governo da presidente Dilma.

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