Candidatos a vagas de empregos sofrem golpe

Uma empresa denominada ECAT ofertou, através do Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Maceió, duas mil vagas de trabalho e atraiu muitos candidatos; longas filas foram formadas; no entanto, dias depois de serem cadastrados, entrevistados e efetuarem o pagamento de uma taxa, ao retornarem ao local o escritório não mais existia; o Sine do estado orientou que as vítimas procurassem a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO); órgão também diz que foi lesado e promete, a partir de agora, ser mais rigoroso na seleção de empresas

Uma empresa denominada ECAT ofertou, através do Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Maceió, duas mil vagas de trabalho e atraiu muitos candidatos; longas filas foram formadas; no entanto, dias depois de serem cadastrados, entrevistados e efetuarem o pagamento de uma taxa, ao retornarem ao local o escritório não mais existia; o Sine do estado orientou que as vítimas procurassem a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO); órgão também diz que foi lesado e promete, a partir de agora, ser mais rigoroso na seleção de empresas
Uma empresa denominada ECAT ofertou, através do Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Maceió, duas mil vagas de trabalho e atraiu muitos candidatos; longas filas foram formadas; no entanto, dias depois de serem cadastrados, entrevistados e efetuarem o pagamento de uma taxa, ao retornarem ao local o escritório não mais existia; o Sine do estado orientou que as vítimas procurassem a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO); órgão também diz que foi lesado e promete, a partir de agora, ser mais rigoroso na seleção de empresas (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Trabalhadores que estavam à procura de emprego no início do mês de julho foram vítimas de empresa fantasma que tinha o escritório localizado no bairro da Cambona, na cidade de Maceió. A oferta de mais de 2 mil vagas de trabalho foi divulgada pelo Sistema Nacional de Emprego em Maceió (Sine) e atraiu vários candidatos, que formaram longas filas na capital. Alguns dias após o cadastro, a entrevista e ao pagamento de uma taxa que estava sendo cobrada pela empresa, eles tomaram conhecimento de que haviam sido vítimas de um golpe e precisaram recorrer à polícia. 

Gilson Cavalcante, de 45 anos, foi uma das pessoas que procuraram diretamente a empresa, que no contrato recebe o nome de ECAT (Energy Catalizer Reattor), para participar da entrevista de emprego. Ele relata que tudo no escritório parecia regular. 

 "Vi o anúncio em um site e não tive dúvidas, fui direto ao escritório e fiz a entrevista com uma mulher que me atendeu no RH. Entreguei todos os meus documentos e até reconheci firma na empresa. Lá, eu efetuei o pagamento de uma taxa que estava sendo cobrada, que era de R$12,92", afirma Gilson.

Daniel Alves também foi uma das vítimas do golpe e conta que preferiu comparecer ao Sine para conseguir a documentação assinada pelo Sistema e assim ter o encaminhamento. "Até agora nós ficamos sabendo que cerca de 200 pessoas também assinaram o contrato no Sine, fora quem foi direto na empresa. Eles nos deram 15 dias para um retorno e no dia primeiro de agosto já começariam os exames", explica Daniel.

As seleções foram encerradas no dia seguinte e quando os interessados retornaram ao lugar da entrevista, não encontraram mais nada. "Retornei ao endereço informado no site e tudo tinha sumido. O escritório estava sem o nome e quando perguntei ao responsável pelo prédio se a empresa tinha se mudado, ele respondeu que saíram sem avisar e não efetuaram o pagamento do aluguel", conta Gilson.

O Sine

Após tomar conhecimento que os candidatos ao emprego tinham sido vítimas de um golpe, o Sine do estado orientou que eles procurassem a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO). 

Por telefone, uma funcionária do Sistema Nacional de Emprego contou que todos ficaram muito felizes com a notícia de que uma empresa estava ofertando mais de 2 mil vagas de emprego na capital alagoana e que suspeitaram que havia algo errado somente quando a suposta empresa pediu a suspensão da seleção um dia depois de ela ter começado.

"O Sine também foi lesado. Pedimos desculpas às pessoas e orientamos que elas procurem a polícia", destacou a funcionária. Para se cadastrar e pedir a intermediação do Sine para seleção de funcionários, as empresas precisam preencher um formulário com informações como CNPJ. 

A partir daí, o Sistema Nacional de Emprego faz uma pesquisa e analisa se a empresa está apta a contratar ou não. "Esse caso foi uma lição para nós. A partir de agora, vamos fazer uma seleção mais rigorosa", afirmou. 

O Sine municipal informou que está tomando as medidas cabíveis para que os responsáveis sejam punidos judicialmente. 

Com gazetaweb.com

 

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