Capez era chamado de “amigo” em fraude da merenda

Em seu depoimento à Polícia Civil de São Paulo e ao Ministério Público Estadual no âmbito da operação Alba Branca, o gerente de logística da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Luciano Lopes (à esquerda, em foto apreendida pela PF), afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), era beneficiário de parte das propinas oriundas do esquema de contrato superfaturados na venda de produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda escolar de prefeituras paulistas; segundo ele, Capez era chamado de "nosso amigo" pelo grupo suspeito de participar do esquema

Em seu depoimento à Polícia Civil de São Paulo e ao Ministério Público Estadual no âmbito da operação Alba Branca, o gerente de logística da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Luciano Lopes (à esquerda, em foto apreendida pela PF), afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), era beneficiário de parte das propinas oriundas do esquema de contrato superfaturados na venda de produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda escolar de prefeituras paulistas; segundo ele, Capez era chamado de "nosso amigo" pelo grupo suspeito de participar do esquema
Em seu depoimento à Polícia Civil de São Paulo e ao Ministério Público Estadual no âmbito da operação Alba Branca, o gerente de logística da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Luciano Lopes (à esquerda, em foto apreendida pela PF), afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), era beneficiário de parte das propinas oriundas do esquema de contrato superfaturados na venda de produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda escolar de prefeituras paulistas; segundo ele, Capez era chamado de "nosso amigo" pelo grupo suspeito de participar do esquema (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O gerente de logística da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), Carlos Luciano Lopes, disse em depoimento à Polícia Civil de São Paulo e ao Ministério Público Estadual que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), era beneficiário de parte das propinas oriundas do esquema de contrato superfaturados na venda de produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda escolar de prefeituras paulistas. Segundo ele, Capez era chamado de "nosso amigo" pelo grupo suspeito de participar do esquema. 

"Parte do dinheiro da comissão entregue a Marcel [lobista Marcel Ferreira Júlio] tinha como destinatário o deputado Fernando Capez e a outra parte ficava com o próprio Marcel", declarou Lopes aos investigadores. Segundo ele, Capez era considerado "nosso amigo" pelo grupo investigado.

Apontado como intermediário do esquema de propinas, Marcel é filho do ex-deputado Leonel Ferreira Júlio, que presidiu a presidiu a Assembleia Legislativa de São Paulo pelo antigo MDB na década de 1970. Ele foi cassado no chamado escândalo das calcinhas, que comprou um grande lote de peças íntimas femininas no exterior.

Ainda segundo Lopes, o então presidente da Coaf Cássio Chebabi cedeu um veículo modelo Gol 'para uso na campanha do deputado Capez', em 2014, por um período de 90 dias.

O escândalo envolvendo a Coaf é o foco da Operação Alba Branca, investigação realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

Segundo as investigações, pelo menos 22 prefeituras fizeram negócios com a cooperativa. Além de servidores municipais, investigações também apontam para o envolvimento de membros do primeiro escalão do governo Geraldo Alckmin no esquema.

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