Ceagesp tem manifestação com fogo e vandalismo

Caminhoneiros protestam contra cobrança de estacionamento na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo; às 12h, eles colocaram fogo na sede da fiscalização da Ceagesp; mais cedo, já haviam quebrado cabines, montado barricadas e depredado carros; Tropa de Choque entrou no local e controlou os vândalos; bombeiros controlaram fogo em prédios

Caminhoneiros protestam contra cobrança de estacionamento na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo; às 12h, eles colocaram fogo na sede da fiscalização da Ceagesp; mais cedo, já haviam quebrado cabines, montado barricadas e depredado carros; Tropa de Choque entrou no local e controlou os vândalos; bombeiros controlaram fogo em prédios
Caminhoneiros protestam contra cobrança de estacionamento na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo; às 12h, eles colocaram fogo na sede da fiscalização da Ceagesp; mais cedo, já haviam quebrado cabines, montado barricadas e depredado carros; Tropa de Choque entrou no local e controlou os vândalos; bombeiros controlaram fogo em prédios (Foto: Gisele Federicce)
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Elaine Patricia Cruz e Bruno Bocchini - Repórteres da Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros faz neste momento uma vistoria nos prédios da Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) atingidos por atos de vandalismo no final da manhã de hoje (14). Estão no local 12 viaturas e 35 homens da corporação.

Foram incendiados parcialmente o prédio do Departamento de Entrepostos e o prédio do setor de fiscalização. O fogo foi controlado. Neste momento, os bombeiros também combatem o fogo em contêineres de lixo no Portão 13.

Dois pelotões da Tropa de Choque da Polícia Militar do estado de São Paulo, entraram pouco depois das 12h30 na Ceagesp e controlaram vandalismo em meio às manifestações de protesto contra a cobrança de estacionamento no local.

Segundo a PM, a polícia só entrou nesse horário porque as cinco viaturas com dez policiais, que estavam nas proximidades, eram insuficientes para a intervenção e necessitavam de reforço da Tropa de Choque. Além de quebrar as cabines de pedágio, os manifestantes atearam fogo a caixas de frutas e outros objetos, queimando e destruindo, totalmente, um caminhão e um carro.

De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, seguranças particulares atiraram com arma de fogo para cima, "como uma medida extrema para conter o tumulto". Quatro seguranças foram feridos por pedradas.

Além de quebrar as cabines do estacionamento, os manifestantes atearam fogo a prédios, caixas de frutas e outros objetos; queimaram e destruíram um caminhão e um carro.

 

Abaixo, reportagem anterior sobre o protesto:

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Caminhoneiros fazem neste momento um protesto na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) contra o início da cobrança do estacionamento. Por volta das 12h, eles colocaram fogo na sede da fiscalização da companhia. Mais cedo, eles já haviam quebrado cabines, montado barricadas e depredado carros. Os manifestantes continuam no interior da unidade e usam pedaços de materiais de construção, que estavam sendo utilizados em uma reforma, para quebrar a sede da administração.

Alguns caminhoneiros, que não quiseram se identificar, disseram que a cobrança é um absurdo porque não foi feita nenhuma melhoria no local, além disso não há espaço suficiente para os caminhões. Eles dizem que a única reforma foi a instalação de câmeras de segurança. Não há policiais dentro da Ceagesp, apenas do lado de fora, e o Corpo de Bombeiros, mesmo com o registro de focos de incêndio, não havia chegado por volta das 12h.

A Ceagesp informou que a cobrança do estacionamento é a última etapa de um processo de modernização da unidade. O objetivo é tornar mais rígido o controle do acesso de veículos e pessoas, pois foram registradas denúncias de exploração sexual dentro do entreposto. Segundo a companhia, a área tem 700 mil metros quadrados, por onde circulam diariamente 12 mil veículos por dia.

O órgão nega que a cobrança traga impactos no preço dos alimentos. Um estudo da Ceagesp aponta que o custo do estacionamento representaria, em média, um acréscimo de R$ 0,02 nos produtos comercializados.

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