Chesf lançará plano de demissão voluntária

A Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf) deverá lançar um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) até o dia 15 de abril; com o corte de funcionários e outras medidas, a estatal espera economizar cerca de R$ 200 milhões/ano; segundo o presidente da companhia, João Bosco, a economia será paga em dois anos e meio; A medida é para que a Chesf se adeque à lei 12.783, que estabeleceu novas regras a fim de reduzir o valor final da conta de luz para o consumidor e que resultaram em um prejuízo de R$ 5,3 bilhões no ano passado

Chesf lançará plano de demissão voluntária
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PE247 – Precisando cortar gastos e reduzir despesas, a Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf) deverá lançar um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) até o dia 15 de abril. Com o corte de funcionários e outras medidas, a estatal espera economizar cerca de R$ 200 milhões/ano. Segundo o presidente da companhia, João Bosco, a economia será paga em dois anos e meio. A Chesf conta, atualmente, com 5,7 mil funcionários e gasta em torno R$ 950 milhões por ano com a sua folha de pessoal. O plano, que deverá custar R$ 535 milhões, foi aprovado pela Eletrobrás, controladora da Chesf, pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e está sendo apreciado pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest).

A medida é para que a Chesf se adeque à lei 12.783, que estabeleceu novas regras a fim de reduzir o valor final da conta de luz para o consumidor. A estatal amargou um prejuízo de R$ 5,3 bilhões no ano passado porque o governo obrigou as empresas de energia a reduzirem os seus ativos não amortizados – investimentos não totalmente pagos com o dinheiro arrecadado das tarifas de energia. Em compensação, o governo prorrogou as concessões da companhia por 30 anos, enquanto que o prazo venceria em 2015.

O Governo Federal reduziu a conta de luz em até 32% para as indústrias e em até 18% para as residências. A Chesf, que detém 66% de toda a energia barateada pela medida, reduziu o preço das contas de energia em 56% desde janeiro e viu a iniciativa do governo atingir 90% da energia produzida pela estatal.

 

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