Ciro: "Michel Temer é parceiro íntimo de Cunha"

Na convenção estadual do PDT, em Porto Alegre, ex-governador Ciro Gomes soltou o verbo contra o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e parte do PMDB, referindo-se ao grupo como "quadrilha"; Ciro afirmou que é preciso vigiar a relação de Temer com Cunha; “O Michel é parceiro íntimo do Eduardo Cunha”; “Eu estou falando desse lado do PMDB, esse lado quadrilha, que a propósito era como se chamava o Eliseu aqui no Rio Grande e lá em Brasília, que é um dos citados por Temer”

Na convenção estadual do PDT, em Porto Alegre, ex-governador Ciro Gomes soltou o verbo contra o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e parte do PMDB, referindo-se ao grupo como "quadrilha"; Ciro afirmou que é preciso vigiar a relação de Temer com Cunha; “O Michel é parceiro íntimo do Eduardo Cunha”; “Eu estou falando desse lado do PMDB, esse lado quadrilha, que a propósito era como se chamava o Eliseu aqui no Rio Grande e lá em Brasília, que é um dos citados por Temer”
Na convenção estadual do PDT, em Porto Alegre, ex-governador Ciro Gomes soltou o verbo contra o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e parte do PMDB, referindo-se ao grupo como "quadrilha"; Ciro afirmou que é preciso vigiar a relação de Temer com Cunha; “O Michel é parceiro íntimo do Eduardo Cunha”; “Eu estou falando desse lado do PMDB, esse lado quadrilha, que a propósito era como se chamava o Eliseu aqui no Rio Grande e lá em Brasília, que é um dos citados por Temer” (Foto: José Barbacena)
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Jaqueline Silveira, do Sul 21A proteção da democracia e a exigência de reconciliação da presidente Dilma Rousseff (PT) com os grupos sociais que a elegeram são as tarefas prioritárias neste momento de instabilidade política e econômica do país. A afirmação foi feita pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) na manhã de sábado (12), na Capital, durante a convenção estadual do PDT, que reconduziu o deputado federal Pompeo de Mattos ao comando gaúcho da sigla.

Defensor da manutenção do mandato de Dilma em relação ao pedido de impeachment aberto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), Ciro reconheceu que o governo passa por dificuldades e que a presidente precisa corrigir os rumos de sua sugestão para voltar a ter o apoio popular. “Temos a sensação que o povo está muito queixoso como o governo e não lhe faltam razões penso eu, não é a opinião do partido, é minha opinião pessoal, as coisas não estão bem na economia”, observou o pedetista, que foi ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, referindo-se a retrocessos em relação às conquistas dos últimos 12 anos, como geração de empregos e valorização do salário mínimo.

O ex-governador alertou, ainda, que é preciso vigiar a relação de Michel Temer com o presidente da Câmara dos Deputados. “O Michel é parceiro íntimo do Eduardo Cunha”, garantiu Ciro, relembrando episódios que presenciou na época em que era deputado federal, assim como os dois políticos. Em relação às denúncias de desvio de recursos públicos e contas clandestinas que pesam sobre o presidente da Câmara, ele afirmou que Cunha será punido, mas que é preciso ter “paciência” e de um processo de maturação. “Esse cidadão será cassado e vai para a cadeia”, comentou o pedetista.

FHC e Lula deram pedaladas

Mais uma vez, o ex-governador reafirmou que Dilma não cometeu “crime de responsabilidade” como seus opositores insistem em dizer sobre as “pedaladas fiscais”. Ciro argumentou que as “pedaladas não é uma boa prática”, entretanto não é crime. Os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, segundo ele, adotaram o mesmo procedimento, porém o Tribunal de Contas da União (TCU) não apontou nem como possível irregularidade.

“O pretexto da petição são as tais pedaladas fiscais, ajudem pelo amor de Deus e pelo amor da democracia a explicar para o povo o que é essa coisa. Não é que seja uma boa prática, não é. Pedala fiscal o que é? O governo é proprietário dos bancos, Banco do Brasil, Caixa Econômica, e você pega e diz lá para o Banco do Brasil: faz o crédito rural que daqui a pouco eu pago a diferença entre o juro subsidiado e o juro de mercado, ou paga aí o Bolsa Família que daqui a pouco eu te pago, porque agora não recolhi”, esclareceu o ex-ministro da Fazenda.

Pedaço do PMDB “quadrilha”

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), acrescentou Ciro, também é responsável pelas pedaladas, uma vez que assinou R$ 10 bilhões e, em caso de o peemedebista assumir o comando do país, ele, imediatamente, pediria seu impeachment. Aliás, o pedetista fez duras críticas a Temer e seu grupo, afirmando que fez vários alertas na época sobre o perigo de colocar na linha de sucessão do país “este pedaço do PMDB”. Contudo, frisou Ciro, o PMDB tem grandes quadros com idoneidade moral, como o ex-senador Pedro Simon, e que não generaliza. “Eu estou falando desse lado do PMDB, esse lado quadrilha, que a propósito era como se chamava o Eliseu aqui no Rio Grande e lá em Brasília, que é um dos citados por Temer”, alfinetou o pedetista, sobre o ex-ministro da Secretaria de Viação Civil Eliseu Padilha e um dos homens de confiança do vice-presidente da República.

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