Correios ameaçam punir quem recusar trabalho por falta de máscara

Empresa ameaça com sanções como desconto em salários, em benefícios, suspensão e até demissão caso os funcionários se recusem a sair para o trabalho sem que a empresa forneça luvas e máscaras

(Foto: Foto: Agência Brasil)
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247 - De acordo com boletim interno dos Correios, a empresa vai usar recusa de funcionários de se negar a sair para o trabalho sem equipamentos de segurança em meio à pandemia do coronavírus para punir os trabalhadores.

Trata-se da assinatura de um “Termo de Recusa” imposto pela empresa aos empregados que se recusarem a sair ao trabalho pela falta de luvas e de máscaras. Entre as punições administrativas previstas estão desconto em salários, em benefícios, suspensão e até demissão.

O texto sustenta que ao assinar o documento, o funcionário concorda que “luvas e máscaras não são eficientes” para protegê-lo do novo coronavírus e que o uso só é recomendado aos já infectados. Caso o trabalhador se recuse a dar a assinatura, os gestores poderão acionar uma testemunha.

A preocupação dos trabalhadores é porque o vírus pode se manter ativo por várias horas e dias em determinadas ambientes. Em superfícies de papelão, que é muito utilizada pelos trabalhadores do setor, ele pode ficar por 24 horas, segundo pesquisas.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (FENTECT) recomenda que os profissionais não assinem o termo ou qualquer outro.

“Devemos manter a resistência e não ceder, já que temos a nosso favor uma liminar que garante que não tenhamos nenhum desconto em nossos contracheques”, diz comunicado emitido pela entidade.

No governo Jair Bolsonaro, a empresa que está na lista das privatizações, é comandada pelo general Floriano Peixoto, que tem recebido críticas de lideranças da categoria.

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