'Críticas de Campos são instrumentos de trabalho'

Para o ex-prefeito do Recife e deputado João Paulo (PT), as críticas que o governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), vem fazendo ao governo Dilma são "instrumentos científicos de trabalho"; mas o parlamentar foi severo em sua avaliação da conjuntura política nacional e disse que há uma "tentativa real" de desconstrução dos governos petistas

'Críticas de Campos são instrumentos de trabalho'
'Críticas de Campos são instrumentos de trabalho'

PE247 – "Instrumentos científicos de trabalho". Assim é que o ex-prefeito do Recife e deputado federal João Paulo (PT) avalia as críticas que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência, vem fazendo ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas o parlamentar foi severo em sua avaliação da conjuntura política nacional e disse que há uma "tentativa real" de desconstrução dos governos petistas, tanto por partes dos oposicionistas como dos aliados.

"Quando a pergunta está muito clara, a resposta está dentro dela", disse o petista, referindo-se a uma frase de um sábio indiano. Na ocasião, o parlamentar foi questionado sobre se os aliados estão querendo denegrir o governo do PT no Recife (PE) e no Brasil. "Há uma tentativa de desconstrução real do PT. Esta tentativa eu acho que começa a tomar corpo agora, aqui", disse, conforme o Jornal do Commercio.

Atualmente, João Paulo protagoniza a desunião do PT recifense na medida em que o seu rompimento com o também ex-prefeito da capital pernambucana e seu correligionário João da Costa por motivos não esclarecidos. O congressista apoiou o então deputado federal Maurício Rands na prévia partidária do ano passado contra João da Costa. Curiosamente, Rands também era apoiado por Eduardo Campos e pelo senador Humberto Costa (PT).

Como o clima estava ficando cada vez mais intenso, com denúncias de fraudes nas eleições que teriam favorecido João da Costa e até ataques pessoais, a Executiva Nacional cancelou a primeira e única disputa interna, lançando Humberto Costa como candidato do PT. O senador teve como vice João Paulo, que deixou a sua gestão (2001-2008) com quase 90% de aprovação. Mas, no pleito municipal 2012, o PT perdeu após 12 anos no comando da prefeitura, passando pela maior crise política de sua história, e até hoje se encontra desunido.

Vale lembrar que, nesta quinta-feira (2), o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento da Ação Penal 559. O fato é que o Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação contra o parlamentar, ao acusá-lo de improbidade administrativa por ter contratado, sem licitação, o Instituto de Pesquisa Social Aplicada (Ipsa) para serviços de consultoria. O caso tem como relator o ministro Dias Toffoli, que já foi advogado do PT.

Por outro lado, segundo João Paulo, a contratação foi legal e disse que foi o responsável pela contratação do instituto. O parlamentar afirmou, ainda, que não houve prejuízos aos cofres públicos.

 

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