CUT-RS sobre Reforma Trabalhista: ‘não queremos voltar à escravidão’

 “A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nunca emperrou o crescimento e, por isso, mentem os que defendem a terceirização irrestrita e as reformas trabalhista e da Previdência para gerar empregos e fazer o Brasil voltar a crescer”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo, durante novo protesto no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre; “Queremos emprego decente e não podemos retroceder e voltar aos tempos da escravidão em pleno século 21”, disse Claudir

 “A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nunca emperrou o crescimento e, por isso, mentem os que defendem a terceirização irrestrita e as reformas trabalhista e da Previdência para gerar empregos e fazer o Brasil voltar a crescer”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo, durante novo protesto no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre; “Queremos emprego decente e não podemos retroceder e voltar aos tempos da escravidão em pleno século 21”, disse Claudir
 “A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nunca emperrou o crescimento e, por isso, mentem os que defendem a terceirização irrestrita e as reformas trabalhista e da Previdência para gerar empregos e fazer o Brasil voltar a crescer”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo, durante novo protesto no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre; “Queremos emprego decente e não podemos retroceder e voltar aos tempos da escravidão em pleno século 21”, disse Claudir (Foto: Leonardo Lucena)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Rio Grande do Sul - Dirigentes sindicais de várias categorias fizeram mais um protesto no saguão de embarque do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre contra a Reforma Trabalhista, proposta pelo governo Michel Temer. “Além de protestarmos no embarque para Brasília, vamos esperá-los no desembarque para dizer que não aceitamos pagar o pato e alertá-los que golpistas e traidores serão varridos pelo povo nas eleições de 2018”, disse o presidente Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo. “Queremos emprego decente e não podemos retroceder e voltar aos tempos da escravidão em pleno século 21”, disse Claudir.

Os dirigentes sindicais repudiaram a decisão do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que confirmou a intenção de colocar em votação nesta terça-feira no plenário da Casa, a partir das 15h, o PL 4302/98, que libera a terceirização para todas as atividades das empresas e amplia os contratos temporários até nove meses.

Houve distribuição de panfletos da CUT-RS e diálogo com deputados que estavam viajando a Brasília, assim como com passageiros e trabalhadores das empresas aéreas. “A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nunca emperrou o crescimento e, por isso, mentem os que defendem a terceirização irrestrita e as reformas trabalhista e da Previdência para gerar empregos e fazer o Brasil voltar a crescer”, acrescentou Nespolo.

O sindicalista reafirmou que “os deputados que votarão a favor do PL 4302/98 e das reformas trabalhista e da Previdência, que retiram direitos dos trabalhadores, não terão sossego”. “

Estiveram presentes dirigentes sindicais de várias categorias, como metalúrgicos, sapateiros, professores, bancários, telefônicos, aeroviários, servidores públicos, trabalhadores das fundações, do Polo e da Saúde, dentre outros.

Antiga reivindicação dos empresários para afrouxar a legislação trabalhista, o texto aprofunda os ataques à classe trabalhadora. segundo a CTU-RS. Um dossiê “Terceirização e Desenvolvimento, uma conta que não fecha”, lançado pela CUT e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou que os terceirizados ganham 25% menos, trabalham quatro horas a mais e ficam 2,7 anos a menos no emprego quando comparados com os contratados diretos.

Para MPT, projeto é inconstitucional

O Ministério Público do Trabalho considerou a reforma inconstitucional. Em publicação oficial, o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, chama de "falacioso" o argumento de que uma flexibilização das leis trabalhistas incentivaria a criação de empregos e disse que "os mesmos grupos econômicos e políticos" sempre defenderam a proposta que hoje atribuem à crise.

"Esse argumento cai por terra a partir do momento em que essas propostas idênticas foram apresentadas quando o Brasil tinha uma economia pujante", disse. 

Quanto à negociação do negociado sobre o legislado, o MPT disse que teria "o único propósito de permitir a exclusão de direitos trabalhistas pela via negocial".

O MPT também afirmou que é necessário vedar a terceirização da atividade-fim dentro do PLC nº 30/2015. Essa prática, diz o documento, é inconstitucional porque sonega os direitos trabalhistas.

"A terceirização da atividade-fim caracteriza intermediação ou locação de mão de obra, com a interposição de terceiro entre os sujeitos da prestação de trabalho, reduzindo o trabalhador à condição de objeto, de coisa. Arranjo artificial que ofende a dignidade da pessoa humana", escreve a nota do Ministério Público.

O texto também alerta para uma violação de princípios internacionais da OIT e afirma que as mudanças não são capazes de diminuir as taxas de desemprego, além de questionar os argumentos apresentados para introduzir esse modelo de contrato. (veja aqui). 

 

 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247