De olho na conta de luz

O governo reduziu as tarifas de energia, mas é preciso saber se o seu desconto está correto. Banco Central e Aneel irão monitorar os percentuais

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Uma das melhores notícias do ano, sem dúvida, foi a redução nas tarifas de energia. Mas é preciso estar atento aos percentuais de redução nas contas residenciais. Para ajudar os consumidores, o Banco Central (BC) divulgou nota para informar que atualizará as projeções para a variação das tarifas de energia elétrica. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na última semana, o BC informou que a projeção apontava recuo de aproximadamente 11% na tarifa residencial de eletricidade.

Um dia antes, entretanto, em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que a redução das tarifas será de 18% para os consumidores residenciais e até 32% para os industriais. Os índices superam os anunciados pela própria presidenta em setembro – o corte médio estimado era 16% para residências e até 28% para a indústria.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também divulgou o percentual do desconto que será aplicado à conta de luz dos consumidores de baixa tensão (como residências) de cada uma das 63 distribuidoras de energia do país.

O percentual de corte no valor da tarifa de energia para a baixa tensão, de acordo com a lista da Aneel, varia do mínimo de 18% até 25,94%, maior desconto da tabela e que foi garantido aos clientes da distribuidora Nova Palma Energia, que atende a 14,5 mil unidades consumidoras em nove cidades da região central do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Aneel, a variação no desconto está ligada ao fim da cobrança de encargos na conta de luz para subsidiar programas do governo federal, entre eles o que garantia financiamento para geração de energia por fontes alternativas e outros que beneficiavam agricultores.

Abaixo, o percentual de desconto para cada distribuidora de energia:

AES SUL - 23,62%
AMAZONAS - 18,22%
AMPLA - 18,00%
BANDEIRANTE - 18,08%
BOA VISTA - 18,14%
CAIUA - 18,08%
CEA - 18,04%
CEAL - 18,00%
CEB - 18,11%
CEEE - 18,13%
CELESC - 18,48%
CELG - 18,00%
CELPA - 18,83%
CELPE - 18,04%
CELTINS - 18,20%
CEMAR - 18,00%
CEMAT - 19,29%
CEMIG - 18,14%
CEPISA - 18,00%
CERON - 18,00%
CERR - 18,04%
CFLM - 20,92%
CFLO - 18,00%
CHESP - 18,01%
CJE - 18,34%
CLFSC - 19,66%
CNEE - 19,69%
COCEL - 18,41%
COELBA - 18,96%
COELCE - 18,05%
COOPERALIANÇA - 18,01%
COPEL - 18,12%
COSERN - 18,00%
CPEE - 23,38%
CPFL PAULISTA - 18,07%
CPFL PIRATININGA - 18,39%
CSPE - 18,01%
DEMEI - 18,36%
DMED - 18,08%
EBO - 18,00%
EDEVP - 18,16%
EEB - 18,65%
EFLUL - 18,17%
ELEKTRO - 18,47%
ELETROACRE - 18,01%
ELETROCAR - 18,07%
ELETROPAULO - 18,25%
ELFJC - 18,04%
ELFSM - 18,97%
EMG - 18,14%
ENERSUL - 18,24%
ENF - 18,07%
EPB - 18,01%
ESCELSA - 18,01%
ESSE - 18,00%
FORCEL - 18,01%
HIDROPAN - 18,50%
IGUACU - 18,11%
LIGHT - 18,10%
MUXFELDT - 18,55%
RGE - 22,00%
SULGIPE - 18,33%
NOVA PALMA - 25,94%

Eletrodomésticos eficientes reduzem despesas

Observar etiqueta do Programa Brasileiro de Etiquetagem ao comprar um eletrodoméstico pode trazer economia ao pagar conta de luz

Brasília - Ficar atento à etiqueta do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que fornece informações sobre o desempenho dos produtos, considerando critérios como eficiência energética e ruído entre outros, pode fazer a diferença na conta de luz. A classificação dos produtos vai de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).

Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que coordena o PBE, destaca que em uma casa de dois quartos com refrigerador, três ventiladores de mesa, um aparelho de ar-condicionado e pontos de luz em todos os cômodos, a economia anual pode passar de R$ 700, caso sejam usados equipamentos mais econômicos, que trazem na etiqueta a classificação A.

Outra maneira de economizar n consumo de energia é trocar lâmpadas incandescentes por fluorecentes. A primeira tem o preço menor, mas dura menos. A fluorescente, de acordo com o Inmetro, é quatro vezes mais econômica e duração de oito a dez vezes mais. Apenas com a troca, a economia anual pode chegar a R$ 230, em um apartamento de dois quartos.

O instituto também orienta a substituição de geladeiras com mais de dez anos de uso, quando ela começa a perder a eficiência no consumo de energia. Segundo o Inmetro, uma geladeira nova, de 300 litros de capacidade, classificada como A, pode economizar cerca de R$ 100 anualmente, na comparação com uma de eficiência E.

O Inmetro ainda alerta que um aparelho de ar-condicionado de 9 mil BTUs classificado como A pode economizar R$ 176 por ano na comparação com outro de etiqueta E.

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