Deputado Arthur Maia quer voltar para o PMDB

Egresso do PMDB (saiu do partido se queixando de falta de espaço), o deputado federal baiano Arthur Maia aproveita o declínio dos irmãos Vieira Lima (Geddel preso e Lúcio prestes a ser investigado pela Operação Lava Jato) para tentar voltar à sua antiga casa; mas o parlamentar, que ganhou notoriedade e ao mesmo tempo carrega grande desgaste por relatar a espinhosa proposta de reforma da Previdência Social do impopular Michel Temer (PMDB), tem uma condição: quer voltar para o PMDB como cacique (seu antigo anseio)

Arthur Maia
Arthur Maia (Foto: Romulo Faro)

Romulo Faro/Bahia 247 - Egresso do PMDB (saiu do partido se queixando de falta de espaço), o deputado federal baiano Arthur Maia aproveita o declínio dos irmãos Vieira Lima (Geddel preso e Lúcio prestes a ser investigado pela Operação Lava Jato) para tentar voltar à sua antiga casa.

Mas o parlamentar, que ganhou notoriedade e ao mesmo tempo carrega grande desgaste por relatar a espinhosa proposta de reforma da Previdência Social do impopular Michel Temer (PMDB), tem uma condição: quer voltar para o PMDB como cacique (seu antigo anseio).

Embora tenha sumido da mídia e das redes sociais (onde era para lá de assíduo antes da segunda prisão de seu irmão), o deputado Lúcio Vieira Lima ainda dá as cartas no PMDB baiano, apesar de hoje a legenda ser presidida pelo deputado estadual Pedro Tavares.

O problema é que Tavares é afilhado político dos Vieira Lima, e nos bastidores a leitura é de que na prática não mudou muita coisa. Na tentativa de driblar os bloqueios internos, Arthur Maia tem buscado respaldo em Herzem Gusmão. Prefeito de Vitória da Conquista, cidade que tem o terceiro maior colégio eleitoral da Bahia, Herzem é hoje a principal liderança do PMDB no interior do estado. O problema é que a popularidade do gestor também não anda muito em alta.

Além das manobras internas de Lúcio Vieira Lima, não faltam 'caciques' querendo comandar o PMDB baiano, que corre risco de ficar com poucos índios nas eleições de 2018.

Nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia, parlamentares não escondem o receio de ter sua imagem atrelada à de Geddel Vieira Lima (e do próprio Temer) na disputa do próximo ano. Mas voltando a Arthur Maia, ele disputa o status de 'cacique' do PMDB baiano com o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, o deputado federal Antônio Imbassahy, que pode estar com os dias contados no PSDB.

O tucano, contudo, condiciona seu ingresso no partido dos irmãos Vieira Lima à garantia de que ele será candidato ao Senado, pois no PSDB ele esbarra no colega Jutahy Jr.

Há ainda mais um 'cacique' interessado nas rédeas do PMDB baiano: José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana, eleito pelo DEM de ACM Neto.

Nos bastidores a informação é de que há em curso uma articulação para que Zé Ronaldo entre no PMDB para disputar o cargo de vice-governador na provável chapa de ACM Neto como candidato a governador. A tese é de que os prefeitos da capital e da segunda maior cidade do estado formariam uma dupla páreo para o governador Rui Costa (PT), que vai tentar se reeleger.

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