Deputados comparam violência à 'epidemia' e 'guerra civil em AL

A questão da violência em Alagoas foi, mais uma vez, o mote principal das discussões na sessão da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (8). Teve até deputado da base do governo afirmando em discurso que Maceió e Arapiraca enfrentam verdadeira guerra civil.

Deputados comparam violência à 'epidemia' e 'guerra civil em AL
Deputados comparam violência à 'epidemia' e 'guerra civil em AL

Alagoas247 - A sessão plenária desta quarta-feira (08) da Assembleia Legislativa de Alagoas foi novamente marcada por debate acerca da violência que assola o Estado. O deputado Ricardo Nezinho (PSDB), correligionário do governador Teotônio Vilela Filho, usou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para externar sua preocupação para com os elevados índices de homicídios em Arapiraca. Para ele, a segunda maior cidade do Estado já estaria a vivenciar verdadeira 'guerra civil', comparando a situação a uma epidemia ao se reportar ao que apregoa a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o tema.

“Arapiraca precisa receber no mínimo cinco das vinte bases comunitárias que o governo estadual pretende construir em todo o Estado. Hoje, a minha cidade concentra mais homicídios do que ainda é visto no Iraque. E não consigo enxergar nenhuma ação por parte das forças de segurança capazes de resultar na redução destes índices”, discursou o parlamentar, lembrando que a maioria das vítimas é composta por jovens 'quase sempre envolvidos com o tráfico de drogas'.

“Maceió e Arapiraca enfrentam verdadeira guerra civil. O baixo contingente da Polícia Militar também contribui bastante. Por isso, cobro a realização de concurso público porque a contratação de apenas mil homens não basta”, emendou o deputado, afirmando considerar que Alagoas necessitaria de pelo menos mais quatro mil homens para o policiamento ostensivo nas ruas da capital e interior.

O parlamentar ainda se reportou a recente levantamento dando conta que, em 2010, na região de Arapiraca ocorreram 105 homicídios para cada 100 mil habitantes. “Tais números superam aquilo que é estabelecido como epidemia pela Organização Mundial de Saúde”, alertou o deputado estadual.

Com gazetaweb.com

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