Deputados criticam PEC que congela despesas do Governo

A PEC 241, que congela os gastos do Governo Federal pelos próximo 20 anos, aprovada em primeira discussão esta semana, na Câmara dos Deputados, foi alvo de críticas na Assembleia Legislativa do Ceará. Para os deputados estaduais Carlos Felipe (PCdoB) e Dr. Santana, a medida visa manter as grandes fortunas, penalizará os mais pobres e deixará a situação da educação e da saúde pública ainda mais crítica

A PEC 241, que congela os gastos do Governo Federal pelos próximo 20 anos, aprovada em primeira discussão esta semana, na Câmara dos Deputados, foi alvo de críticas na Assembleia Legislativa do Ceará. Para os deputados estaduais Carlos Felipe (PCdoB) e Dr. Santana, a medida visa manter as grandes fortunas, penalizará os mais pobres e deixará a situação da educação e da saúde pública ainda mais crítica
A PEC 241, que congela os gastos do Governo Federal pelos próximo 20 anos, aprovada em primeira discussão esta semana, na Câmara dos Deputados, foi alvo de críticas na Assembleia Legislativa do Ceará. Para os deputados estaduais Carlos Felipe (PCdoB) e Dr. Santana, a medida visa manter as grandes fortunas, penalizará os mais pobres e deixará a situação da educação e da saúde pública ainda mais crítica (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará247 - Os deputados estaduais Carlos Felipe (PCdoB) e Dr. Santana (PT) criticaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que congela as despesas do Governo Federal por até 20 anos, em pronunciamentos nesta quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa. A medida passou na Câmara dos Deputados e ainda precisa de uma segunda votação, seguindo depois outras duas votações no Senado.

Para Carlos Felipe, a medida vai deixar a situação da educação e da saúde pública mais crítica do que o que já é. “As mudanças não estão sendo feitas de forma democrática. Essa medida vai piorar a situação das pessoas que mais precisam dos serviços públicos”, assinalou.

Conforme o parlamentar, é necessário debater mais a PEC, a fim de encontrar outros caminhos que não congelem os gastos na saúde e educação. “As pessoas precisam se posicionar com mais propriedade e se apropriar das mudanças democráticas”, disse.

O deputado afirmou que é preciso buscar mecanismos para não penalizar as pessoas mais pobres. “Os bancos, este ano, lucraram em torno de R$ 500 bilhões de juros. Não é justo que o mais necessitado pague a conta da crise nacional; o caminho deveria ser pelas grandes fortunas”, observou.

Em aparte, Dr. Santana (PT) também se posicionou contrário à PEC 241 e pontuou que a medida visa manter as grandes fortunas, tirando dinheiro de quem não tem. “São medidas contra o povo. E foi para isso que fizeram o impeachment, para conseguirem implantar um sistema que trabalha na contramão da sociedade”, enfatizou.

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