Efeito Lava Jato: estaleiro demite 2.400 em Pernambuco

Um dos principais empreendimentos em Pernambuco, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), situado no Complexo de Suape, no Grande Recife, já sentiu os efeitos da Operação Lava Jato; o EAS iniciou um programa de demissões em massa, que vai dispensar 2.400 pessoas, o que reduzirá o número de funcionário de 4.900 para 2.500; medida é decorrente do rompimento do contrato entre o empreendimento e a Sete Brasil, empresa formada pela Petrobras e sócios privados; diretor operacional da Sete até 2013 Pedro Barusco confessou ter cobrado, junto com o ex-presidente da Sete João Carlos Ferraz, propina de 1% por contrato de sonda

Um dos principais empreendimentos em Pernambuco, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), situado no Complexo de Suape, no Grande Recife, já sentiu os efeitos da Operação Lava Jato; o EAS iniciou um programa de demissões em massa, que vai dispensar 2.400 pessoas, o que reduzirá o número de funcionário de 4.900 para 2.500; medida é decorrente do rompimento do contrato entre o empreendimento e a Sete Brasil, empresa formada pela Petrobras e sócios privados; diretor operacional da Sete até 2013 Pedro Barusco confessou ter cobrado, junto com o ex-presidente da Sete João Carlos Ferraz, propina de 1% por contrato de sonda
Um dos principais empreendimentos em Pernambuco, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), situado no Complexo de Suape, no Grande Recife, já sentiu os efeitos da Operação Lava Jato; o EAS iniciou um programa de demissões em massa, que vai dispensar 2.400 pessoas, o que reduzirá o número de funcionário de 4.900 para 2.500; medida é decorrente do rompimento do contrato entre o empreendimento e a Sete Brasil, empresa formada pela Petrobras e sócios privados; diretor operacional da Sete até 2013 Pedro Barusco confessou ter cobrado, junto com o ex-presidente da Sete João Carlos Ferraz, propina de 1% por contrato de sonda (Foto: Leonardo Lucena)

Pernambuco 247 – Um dos principais empreendimentos em Pernambuco, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), situado no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Grande Recife, já sentiu os efeitos da Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo políticos e empreiteiras. O estaleiro, sob responsabilidade da estatal, iniciou nesta sexta-feira (6), um programa de demissões em massa, que vai dispensar 2.400 pessoas, o que reduzirá o número de funcionário de 4.900 para 2.500.

A medida é decorrente do rompimento do contrato entre o empreendimento e a Sete Brasil, empresa formada pela Petrobras e sócios privados com o objetivo de administrar o aluguel de sondas para o pré-sal. Em grave crise financeira, a Sete está à beira da dissolução e é um dos alvos da Lava Jato.

O diretor operacional da empresa até 2013 era Pedro Barusco, um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras. Ele confessou ter cobrado, junto com o ex-presidente da Sete João Carlos Ferraz, propina de 1% por contrato de sonda. Dos estaleiros contratados pela Sete, cinco tem como sócias empreiteiras envolvidas no esquema, incluindo o Atlântico Sul, que tem como sócios a Queiroz Galvão e a Camargo Corrêa.

Não bastasse a demissão dos 2.400 funcionários, os efeitos do Petrolão na região do porto de Suape pode ser ainda maio. Para cada emprego direto, quatro outros são criados, segundo informações de Veja online, publicadas nesta sexta-feira. Também haverá ainda uma perda em equipamentos, pois os blocos para a montagem dos navios-sonda, com os respectivos equipamentos eletrônicos, estão prontos esperando o dinheiro para o final da montagem.

O estaleiro calcula ter gasto US$ 2 bilhões na obra. "Era inimaginável há até muito pouco tempo que a Petrobras e a Sete não teriam condições de pagar por esses blocos", disse um executivo do Atlântico Sul. Das dez embarcações contratadas, quatro foram entregues e três devem ser finalizadas até dezembro deste ano.

O Atlântico Sul é o terceiro entre os grandes estaleiros a demitir funcionários e enxugar custo em consequência da crise na Sete. O Ecovix, do Rio Grande do Sul, e o Enseada de Paraguaçu, já realizaram demissões e cortes severos de gasto.

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