Empresa de Eunício Oliveira foi alvo hoje, da Operação Lava a Jato

A Operação Satélite, da sétima fase da Lava à Jato, realizou buscas hoje na empresa Confederal, de propriedade do senador cearense Eunício Oliveira (PMDB). Eunício Oliveira detém 99,99% da Remmo Participações, controladora da Confederal e também da CORPVS. A operação desta terça investiga pessoas citadas na operação com foro privilegiado. Segundo o jornal O Globo, a Confederal, recebeu R$ 164 milhões por contratos firmados em órgãos vinculados ao Ministério da Saúde, da Fazenda e dos Transportes entre 2010 e 2014 

A Operação Satélite, da sétima fase da Lava à Jato, realizou buscas hoje na empresa Confederal, de propriedade do senador cearense Eunício Oliveira (PMDB). Eunício Oliveira detém 99,99% da Remmo Participações, controladora da Confederal e também da CORPVS. A operação desta terça investiga pessoas citadas na operação com foro privilegiado. Segundo o jornal O Globo, a Confederal, recebeu R$ 164 milhões por contratos firmados em órgãos vinculados ao Ministério da Saúde, da Fazenda e dos Transportes entre 2010 e 2014 
A Operação Satélite, da sétima fase da Lava à Jato, realizou buscas hoje na empresa Confederal, de propriedade do senador cearense Eunício Oliveira (PMDB). Eunício Oliveira detém 99,99% da Remmo Participações, controladora da Confederal e também da CORPVS. A operação desta terça investiga pessoas citadas na operação com foro privilegiado. Segundo o jornal O Globo, a Confederal, recebeu R$ 164 milhões por contratos firmados em órgãos vinculados ao Ministério da Saúde, da Fazenda e dos Transportes entre 2010 e 2014  (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - Em sua sétima fase, desencadeada hoje, a Operação Lava a Jato realizou buscas na empresa Confederal Vigilância e Transporte de Valores Ltda, que pertence ao senador Eunício Oliveira (PMDB-Ce), atual presidente do Senado Federal. A operação desta terça investiga pessoas citadas na operação com foro privilegiado. Esta etapa foi batiza pela polícia de "Satélites".

A operação também atinge  pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (PDMB-RO) e Humberto Costa (PT-PE). Os parlamentares, no entanto, não são alvo de mandados.

Em nota, a defesa do senador disse que Eunício "tem a convicção que a verdade dos fatos prevalecerá". A nota afirmou ainda que Eunício autorizou em 2014 que fossem solicitadas doações, "na forma da lei", à sua campanha ao governo do Ceará.

Segundo o jornal O Globo, a Confederal, empresa alvo da primeira operação feita com base em delações da Odebrecht, é uma das empresas controladas pela Remmo Participações, do senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE), e recebeu R$ 164 milhões por contratos firmados em órgãos vinculados ao Ministério da Saúde, da Fazenda e dos Transportes entre 2010 e 2014. 

Segundo a declaração de bens apresentada pelo senador à Justiça Eleitoral em 2014, quando concorreu ao governo do Ceará, ele detinha 99,99% da Remmo Participações, controladora da Confederal e também da CORPVS. O senador afirma que se afastou de todas as atividades operacionais, econômicas e financeiras das empresas desde 1998.

A CORPVS obteve contratos no valor de R$ 78,9 milhões para prestar serviços de vigilância e transporte de valores para as agências do Banco do Brasil no Ceará, estado natal do senador. Em 2015, o banco contratou também a Confederal para prestar serviços em Goiás, Tocantins e São Paulo, com três contratos no valor de R$ 52,6 milhões. O maior deles, de R$ 26 milhões, tem como objeto serviços de segurança pessoal privada e condução de pessoas e tem validade até abril de 2019.

Em 2011, uma das empresas do senador, a Manchester, do ramo de limpeza e serviços gerais, foi alvo de denúncia de fraude em licitação da Petrobras, num contrato de R$ 300 milhões. 

O senador já havia sido citado por pelo menos dois delatores da Operação Lava-Jato. Nelson de Mello, ex-diretor do grupo Hypermarcas, afirmou que Eunício recebeu R$ 5 milhões para a campanha ao governo do Ceará, em 2014, por meio de contratos com empresas de fachada indicadas pelo lobista Milton de Oliveira Lyra Filho.O procurador Rodrigo Janot declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) suspeição para investigar o caso, por motivo de foro íntimo. O ex-senador Delcídio do Amaral também apontou Eunício de Oliveira como um dos integrantes do "núcleo duro" do PMDB que teria recebido propinas das obras da usina de Belo Monte. O senador nega as acusações.

Confira matéria completa em O Globo

 

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