Escola e posto de saúde de atendimento a indígenas são incendiados em PE

Uma escola e um Posto de Saúde da Família (PSF) localizados na aldeia Bem Querer de Baixo, do povo Pankaruru no município de Jatobá, foram incendiados nesse domingo, 29; depredação do patrimônio ocorreu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, em meio a um discurso de ódio e estímulo à violência contra indígenas, negros gays e outras minorias; "Os maiores prejudicados são as crianças sem escola nas vésperas do fim do ano letivo, a comunidade sem o PSF onde eram realizados cerca de 500 atendimentos mensais", disse o povo Pankaruru

Escola e posto de saúde de atendimento a indígenas são incendiados em PE
Escola e posto de saúde de atendimento a indígenas são incendiados em PE (Foto: Mídia Ninja)

Pernambuco 247 - Uma escola e um Posto de Saúde da Família (PSF) localizados na aldeia Bem Querer de Baixo, do povo Pankaruru no município de Jatobá, foram incendiados nesse domingo, 29. 

Depredação do patrimônio ocorreu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil, em meio a um discurso de ódio e estímulo à violência contra indígenas, negros gays e outras minorias. 

"Os maiores prejudicados são as crianças sem escola nas vésperas do fim do ano letivo, a comunidade sem o PSF onde eram realizados cerca de 500 atendimentos mensais e a nossa alma que é constantemente ferida, machucada... Mas jamais silenciada", diz nota da comunidade Pankaruru. Leia, abaixo, a nota do povo Pankararu, divulgada pela Mídia Ninja:

A barbárie começou

Hoje nosso povo acorda com uma escola e um PSF destruídos pelo fogo do ódio, preconceito e da intolerância. A Escola São José e o PSF, prédios da Prefeitura de Jatobá, localizados na aldeia Bem Querer de Baixo, foram criminosamente incendiados tendo praticamente perda total da estrutura física, móveis, documentos, equipamentos... Pouca coisa se salvou.

A comunidade Bem Querer de Baixo é uma das principais áreas de conflitos entre indígenas e posseiros e onde recentemente tivemos ganho de causa pela reintegração de posse da nossa reserva.

Os maiores prejudicados são as crianças sem escola nas vésperas do fim do ano letivo, a comunidade sem o PSF onde eram realizados cerca de 500 atendimentos mensais e a nossa alma que é constantemente ferida, machucada... Mas jamais silenciada.

Que se faça a devida investigação, que os culpados sejam punidos, que haja justiça!

Hoje, mais do que nunca, resistir é a palavra de ordem.

Que a Força Encantada nos proteja.

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