Estudo do Sebrae/SE quer potencializar cultivo de ostras no Nordeste

Um estudo pioneiro desenvolvido pelo Sebrae pretende avaliar a viabilidade de três sistemas de cultivo de ostras em Sergipe; a meta é identificar qual modelo se adapta melhor às condições naturais da região e disseminá-lo junto aos produtores locais e dos estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba e Bahia; “O que estamos buscando com o experimento é poder indicar aos empreendedores que desejarem investir na atividade qual o melhor sistema de cultivo para essa região. A proposta é ampliar as chances de sucesso do investimento em ostras no estado, já que possuímos uma riqueza imensa de estuários que ainda não é explorada”, explica a analista Maria Lúcia Alves

Um estudo pioneiro desenvolvido pelo Sebrae pretende avaliar a viabilidade de três sistemas de cultivo de ostras em Sergipe; a meta é identificar qual modelo se adapta melhor às condições naturais da região e disseminá-lo junto aos produtores locais e dos estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba e Bahia; “O que estamos buscando com o experimento é poder indicar aos empreendedores que desejarem investir na atividade qual o melhor sistema de cultivo para essa região. A proposta é ampliar as chances de sucesso do investimento em ostras no estado, já que possuímos uma riqueza imensa de estuários que ainda não é explorada”, explica a analista Maria Lúcia Alves
Um estudo pioneiro desenvolvido pelo Sebrae pretende avaliar a viabilidade de três sistemas de cultivo de ostras em Sergipe; a meta é identificar qual modelo se adapta melhor às condições naturais da região e disseminá-lo junto aos produtores locais e dos estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba e Bahia; “O que estamos buscando com o experimento é poder indicar aos empreendedores que desejarem investir na atividade qual o melhor sistema de cultivo para essa região. A proposta é ampliar as chances de sucesso do investimento em ostras no estado, já que possuímos uma riqueza imensa de estuários que ainda não é explorada”, explica a analista Maria Lúcia Alves (Foto: Valter Lima)

Wellington Amarante, da Agência Sebrae de Notícias - Um estudo pioneiro desenvolvido pelo Sebrae pretende avaliar a viabilidade de três sistemas de cultivo de ostras em Sergipe. A meta é identificar qual modelo se adapta melhor às condições naturais da região e disseminá-lo junto aos produtores locais e dos estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba e Bahia.

A pesquisa, que faz parte das ações do Projeto estruturante AquiNordeste, terá duração de 18 meses e está sendo realizada no estuário Piauí- Piautinga, localizado no povoado Pontal, município de Indiaroba. No local foram montadas as estruturas que abrigarão as 36 mil sementes de ostras utilizadas durante o experimento. Todo o trabalho está sendo acompanhado por técnicos especializados e representantes da empresa catarinense Marine Equipment, uma das maiores especialistas no setor da aquicultura no país.

Os testes pretendem analisar o crescimento e reprodução das ostras mediante a utilização dos sistemas tradicional, em que as sementes são colocadas em estruturas semelhante a travesseiros, o flutuante, de origem canadense, e o BST, que é bastante aplicado na Austrália.

“O que estamos buscando com o experimento é poder indicar aos empreendedores que desejarem investir na atividade qual o melhor sistema de cultivo para essa região. A proposta é ampliar as chances de sucesso do investimento em ostras no estado, já que possuímos uma riqueza imensa de estuários que ainda não é explorada”, explica a analista do Sebrae em Sergipe e gestora do AquiNordeste, Maria Lúcia Alves.

Para identificar a viabilidade dos sistemas, os técnicos levarão em conta aspectos como mortalidade das espécies, índices de salinidade e nutrientes presentes na água e temperatura do estuário. Após a definição do modelo, os responsáveis pelo projeto pretendem também confeccionar estruturas com materiais economicamente mais viáveis, como canos PVC e bambu, para facilitar a utilização por parte dos produtores.

Ciclo de crescimento

Uma outra meta do projeto é futuramente promover melhorias no sistema escolhido como mais viável, buscando inclusive reduzir o ciclo de crescimento das ostras, que atualmente dura em média doze meses. Isso ajudaria a reduzir os custos da atividade e a trazer maiores ganhos econômicos para os produtores.

“A ideia é que possamos gerar conhecimento para os produtores e que essas informações possam ser utilizadas facilmente em suas propriedades. Queremos ampliar a quantidade de empreendedores que se dedicam a essa atividade e ampliar as perspectivas daqueles que já atuam na área”, ressalta a coordenadora nacional de Psicultura e Pesca da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional, Newman Costa.

Além das equipes do Sebrae e da Marine, um grupo de estudantes do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal de Sergipe também acompanhará as atividades. Toda a estrutura utilizada durante os testes será doada aos produtores do Povoado Pontal ao final do projeto, por meio de um termo de comodato.

“Os sistemas de cultivo que são utilizados hoje no país já estão bastante ultrapassados. O que queremos é buscar novas tecnologias para melhorar o sistema produtivo e com isso trazer mais renda para o produtor”, explica Marcelo Medeiros, gestor do Projeto de Aquicultura do Sebrae no Rio Grande do Norte.

A criação de ostras no Brasil tem se consolidado como uma atividade bastante viável. Cerca de 95% da produção nacional tem origem no estado de Santa Catarina, onde quase todo o molusco é vendido em restaurantes. A espécie apresenta um baixo teor de gordura, contém Ômega 3 e é uma excelente fonte de proteína.

Além de ser uma atividade de baixo custo, a ostreicultura também traz benefícios ao meio ambiente, já que a espécie é um filtro natural. Cada ostra tem a capacidade de filtrar até cinco litros de água por hora.

Em Sergipe, a demanda pelo produto é bastante superior à oferta, o que tem contribuído para elevar o seu preço. Os criadores do Povoado Pontal chegam a comercializar as ostras nos restaurantes de Mangue Seco a R$ 5 a unidade. A expectativa do grupo é que o projeto os ajude a dinamizar ainda mais a atividade.

“A criação de ostras pode se consolidar como um modelo de negócio bastante viável aqui na região. Hoje os trabalhadores que atuam na piscicultura estão sofrendo com a baixa rentabilidade do negócio, já que a produção de peixes têm diminuído muito nos últimos anos no Pontal. A nossa esperança é trabalhar em conjunto com essas pessoas e transformarmos a ostreicultura em uma grande fonte de geração de renda”, destaca o produtor Tarsis Éder.

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