Euller, “O filho do vento”, se despede do futebol

Um dos maiores atacantes da histria do futebol brasileiro pendura as chuteiras

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247 – Aos 40 anos, o atacante Euller anunciou sua aposentadoria do futebol na manhã desta sexta-feira. Apelidado de “O filho do vento” por sua velocidade em campo, o atleta, que começou sua carreira no América Mineiro, brilhou com as camisas de Atlético Mineiro, São Paulo, Vasco e Palmeiras, além de uma passagem pelo futebol japonês. Mesmo sem ter atuado em alto nível nos últimos anos, Euller deixa o futebol com um currículo invejável. No total, foram oito títulos de primeira divisão conquistados: sendo uma Libertadores uma Copa Mercosul, uma Recopa Sul-Americana, um Campeonato Brasileiro, um Rio-São Paulo e três campeonatos estaduais.

“Eu não pensei que seria tão difícil. Nesta sexta-feira, recebi uma cesta de café-da-manhã com uma mensagem especial da minha família, que me dava apoio. Eu quase não dormi pensando no que iria falar e expressar. É a entrevista mais difícil ao longo da minha carreira. Chegou o fim e é o momento de dar adeus aos gramados, às quatro linhas, e tenho que agradecer a Deus por tudo que vivi no futebol. Agradeço a todos os clubes por que passei”, afirmou o ex-atacante em uma coletiva no CT Lanna Drumond, em Minas Gerais.

Apesar da aposentadoria, o ex-jogador não deverá se afastar dos gramados tão cedo. Euller tem planos de se tornar treinador. Quero me preparar da melhor forma possível. Tenho certeza que posso ajudar muito ainda no futebol. Estou me despedindo apenas das quatro linhas, mas vou ficar ali fora”, declarou.

Um momento da entrevista em que emocionou muito o ex-atleta foi quando lembrou de sua passagem na seleção brasileira. “Quando saí de Felixlândia (cidade em que nasceu, no interior de Minas Gerais) para fazer teste, não tinha certeza de nada, mas hoje digo que valeu a pena. Eu tinha um sonho de ser jogador e eu consegui. Consegui realizar o sonho de conquistar títulos e dar o melhor para a minha família. Também sempre sonhei com a Seleção Brasileira e consegui chegar lá”.

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