Ex-diretor da BR Distribuidora rebate acusações de delator

José Zonis encaminhou ao STF documento em que rebate acusações de delatores de que teria sido promovido na Petrobras por indicação política do senador Fernando Collor (PTB-AL); ele apresentou comprovações de que as movimentações financeiras da sua conta bancária são lícitas; o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em delação que pagou R$ 20 milhões em propina para fechar contratos na BR Distribuidora e que parte teria sido destinado a um suposto "grupo" ligado a Collor; acusação provocou reação indignada do senador em discurso na tribuna do Senado

José Zonis encaminhou ao STF documento em que rebate acusações de delatores de que teria sido promovido na Petrobras por indicação política do senador Fernando Collor (PTB-AL); ele apresentou comprovações de que as movimentações financeiras da sua conta bancária são lícitas; o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em delação que pagou R$ 20 milhões em propina para fechar contratos na BR Distribuidora e que parte teria sido destinado a um suposto "grupo" ligado a Collor; acusação provocou reação indignada do senador em discurso na tribuna do Senado
José Zonis encaminhou ao STF documento em que rebate acusações de delatores de que teria sido promovido na Petrobras por indicação política do senador Fernando Collor (PTB-AL); ele apresentou comprovações de que as movimentações financeiras da sua conta bancária são lícitas; o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em delação que pagou R$ 20 milhões em propina para fechar contratos na BR Distribuidora e que parte teria sido destinado a um suposto "grupo" ligado a Collor; acusação provocou reação indignada do senador em discurso na tribuna do Senado (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-diretor da BR Distribuidora José Zonis rebateu as supostas informações e declarações de delatores que apontam que ele foi promovido na Petrobras por ser uma indicação política do ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Zonis, segundo reportagem da Folha, enviou também ao Supremo detalhadas informações que comprovam que as movimentações financeiras da sua conta bancária são lícitas.

Zonis apresentou uma série de documentos ao Supremo para justificar suas movimentações financeiras e afirmou que, na época dos fatos, sua renda era formada pelo salário como diretor da BR Distribuidora em torno de R$ 80 mil, além de remunerações como conselheiro da Liquigás e da Companhia de Distribuição de Gás Natural.
 
Em relação à movimentação financeira suspeita de R$ 1 milhão identificada pelo COAF, o ex-diretor alegou que se trata de um resgate de um fundo de previdência privada.O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em seu acordo de delação premiada que pagou R$ 20 milhões em propina para fechar contratos na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, e que parte disso teria sido destinado a um suposto "grupo" ligado a Collor.

O delator não deu nenhum detalhe sobre o tal "grupo", motivando também reação indignada do senador em discurso na tribuna do Senado Federal.  “O ex-diretor não tem nem nunca teve qualquer relação pessoal com o senador Fernando Collor, dele não tendo recebido qualquer espécie de apadrinhamento político”, diz um trecho do documento do ex´diretor da BR Distribuidora.
 
Pessoa contou aos investigadores que aceitou pagar os recursos porque teve conhecimento de que o então diretor de operações e logística José Zonis seria afilhado político do senador. A defesa de Zonis afirma que Pessoa mentiu e que “desconhece por completo os motivos, as razões de ordem prática e as angústias psicológicas que levaram o empresário a mencioná-lo em sua delação premiada”.
 
Os advogados admitem que o ex-diretor teve encontros com Pessoa, mas sustentam que foram todos institucionais. Eles apontam ainda que as promoções profissionais de Zonis foram motivadas devido a sua “destacada atuação, sem qualquer vinculação política”.

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