Expulsa do PMDB, Kátia Abreu lembra que corruptos não foram punidos

Decisão unânime da Comissão de Ética e Disciplina do PMDB Nacional apontou que a senadora feriu a ética e a disciplina partidária ao criticar a legenda, peemedebistas como Michel Temer e por ter votado contra matérias defendidas pelo governo; em sua defesa, Kátia Abreu citou políticos do partido que têm enfrentado problemas de ordem criminal, alguns já presos, como Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, nenhum punido pela legenda

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado (Foto: Gisele Federicce)

Tocantins 247 - A Comissão de Ética e Disciplina do PMDB Nacional decidiu, por unanimidade, expulsar nesta quarta-feira 16 a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

O motivo: ela feriu, na opinião dos nove membros do colegiado, a ética e a disciplina partidária, com críticas à legenda, a Michel Temer e por ter votado contra matérias defendidas pelo governo.

A expulsão atendeu a uma representação do diretório regional do Tocantins. Para a acusação, ao discursar contra a aprovação da Reforma Trabalhista e criticar peemedebistas como o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, Temer e Romero Jucá, a parlamentar praticou atos "nocivos, provocativos e desrespeitosos" e promoveu "inequívoca afronta ao partido".

Em sua defesa (confira a íntegra aqui), Kátia indicou 24 testemunhas, entre elas políticos do Tocantins. A senadora lembrou que a legenda não propôs nenhum tipo de punição a filiados condenados por crimes graves, como corrupção e formação de quadrilha.

No documento, Kátia citou políticos do partido que têm enfrentado problemas de ordem criminal, sendo que alguns já foram condenados e presos - como o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

"Até mesmo o presidente da República foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República", lembra. O partido, porém, não questionou a conduta de nenhuma desses filiados.

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