Fachin mantém para esta terça julgamento de denúncia da PGR contra Collor

A PGR acusa o parlamentar de receber R$ 29 milhões em propina pela suposta influência na BR Distribuidora. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de Collor, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e outros acusados, que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores

Plenário do Congresso Nacional durante sessão solene em homenagem ao presidente Getúlio Vargas nos 61 anos de sua morte. Senador Fernando Collor (PTB-AL). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Plenário do Congresso Nacional durante sessão solene em homenagem ao presidente Getúlio Vargas nos 61 anos de sua morte. Senador Fernando Collor (PTB-AL). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado (Foto: Leonardo Attuch)
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André Richter - Repórter da Agência Brasil

O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu manter para amanhã (15) o julgamento da denúncia apresentada no ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra senador Fernando Collor (PTC-AL). O parlamentar pode virar réu nas investigações da Operação Lava Jato pelos crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão do ministro ainda não foi divulgada.

O julgamento estava previamente marcado para amanhã, mas houve um pedido feito pela defesa das partes em função de duas ausências previstas na sessão da Segunda Turma, colegiado responsável pela análise do caso. Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli estão em viagens oficiais. Dessa forma, como o julgamento será realizado com três integrantes, os advogados alegaram que teriam prejuízos na votação sem quórum completo. Fachin negou o pedido de adiamento sob o argumento de que não há fundamentação legal.

A PGR acusa o parlamentar de receber R$ 29 milhões em propina pela suposta influência na BR Distribuidora. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de Collor, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e outros acusados, que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores.

A denúncia afirma que o senador comprou carros de luxo com o dinheiro da suposta propina. Entre os veículos estão um Lamborghini, avaliada em R$ 3,2 milhões; uma Ferrari (R$ 1,4 milhão), um Bentley, e duas Land Rover. Em julho de 2015, os carros de luxo foram apreendidos na residência particular do senador em Brasília, conhecida como Casa da Dinda.

Desde o surgimento das denúncias de corrupção, Collor nega recebimento de propina. Segundo o senador, as acusações são ilações e generalidades de delatores.

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