FBC só tem até segunda

Caso o ministro da Integração Nacional ainda deseje disputar a Prefeitura do Recife, ele tem, segundo a legislação eleitoral, que se desincompatibilizar do cargo até o próximo dia 4

FBC só tem até segunda
FBC só tem até segunda (Foto: Adalberto Marques/Integração Nacional)
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PE247 – Em meio à confusão em que o PT está mergulhado, com a indecisão de quem será o candidato da legenda à Prefeitura do Recife, alguns socialistas lembram, em reserva, que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ainda tem até o dia próximo dia 4 para entregar sua carta de desincompatibilização do Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), tornando-se assim uma opção real para a Frente Popular de Pernambuco. Entretanto, pelo que foi apurado pelo 247, FBC ainda não teria feito nenhuma movimentação nesse sentido e estaria, neste momento, mais preocupado com a eleição de Petrolina, onde o seu filho, o deputado federal Fernando Filho, briga pela cadeira de prefeito.

Dessa forma, o PSB, que é comandado pelo governador Eduardo Campos, teria que buscar outras opções caso não concorde com a decisão que será proferida pela executiva nacional do PT, na próxima terça-feira (5), quando os cardeais petistas indicaram o nome que será consagrado pela legenda. No páreo estão o prefeito João da Costa, que não aceita recuar, e o senador Humberto Costa, apontado como possível postulante de consenso.

Entre as opções socialistas, o nome que mais se destaca é o do secretário estadual de Cidades, Danilo Cabral. Homem de confiança do governador Eduardo Campos, o auxiliar era apontado, antes de FBC surgir como opção, como uma provável aposta do PSB para a disputa pela Prefeitura. Contudo, o próprio Cabral descarta a possibilidade, dizendo-se focado na missão de momento.

Independente de lançar ou não candidatura em enfrentamento ao PT, o PSB já deu muitas mostras de que está cansado das indefinições e, principalmente, das brigas do partido aliado. O governador Eduardo Campos evita comentar o assunto, mas interlocutores do socialista não escondem que ele, se não tivesse uma aliança em nível nacional com a legenda, já teria rompido com os petistas recifenses.

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