Fifa diz que não vai interferir em impasse entre federações israelense e palestina

A FIFA não irá interferir na discussão entre as federações de futebol de Israel e Palestina por conta de times de divisões inferiores israelenses sediados em assentamentos israelenses na Cisjordânia;  a Associação de Futebol Palestina (PFA) diz que a decisão contraria normas da FIFA - os times de um país-membro não podem jogar partidas no território de outra associação sem permissão; já a federação israelense de defende, dizendo não ser responsável pelas ações de seu governo

Secretário-geral da Uefa e candidato à presidência da Fifa, Gianni Infantino, chega para reunião na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai. 26/01/2016 REUTERS/Mario Valdez
Secretário-geral da Uefa e candidato à presidência da Fifa, Gianni Infantino, chega para reunião na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai. 26/01/2016 REUTERS/Mario Valdez (Foto: Charles Nisz)

Reuters - A Fifa não vai interferir no impasse entre dirigentes de futebol israelenses e palestinas, e considera o assunto encerrado, disse o presidente da entidade mundial de futebol, Gianni Infantino, nesta sexta-feira (27).

A disputa está centrada em seis times de divisões mais baixas do Campeonato Israelense que têm sede em assentamentos na Cisjordânia ocupada e disputam seus jogos no território.

A Associação de Futebol Palestina (PFA) diz que a decisão é contrária aos estatutos da Fifa, que dizem que os times de um país-membro não podem jogar partidas no território de outra associação sem permissão.

Israel tem citado preocupações com a segurança para justificar suas ações, e a federação de futebol israelense diz não ser responsável pelas ações de seu governo.

Em 2015 a PFA propôs, durante um Congresso da Fifa, que Israel fosse suspenso do futebol internacional, mas recuou depois que a Fifa montou uma força-tarefa liderada pelo político sul-africano Tokyo Sexwale.

“A Fifa decidiu não impor quaisquer sanções ou outras medidas contra a federação de futebol israelense ou a federação de futebol palestina”, disse Infantino em uma coletiva de imprensa após uma reunião do Conselho da Fifa.

“Estes territórios são de interesse das autoridades internacionais de lei pública e a Fifa tem que permanecer neutra”.

Os assentamentos israelenses em territórios ocupados são considerados ilegais pela lei internacional, o que Israel questiona.

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