Fifa libera chip na bola para definir gols no futebol

Tecnologia será usada já no Mundial de Clubes, no final deste ano, e deve ser incorporada nos estádios brasileiros para a Copa de 2014; presidente da entidade, Joseph Blatter se disse preocupado com a implementação em países mais pobres

Fifa libera chip na bola para definir gols no futebol
Fifa libera chip na bola para definir gols no futebol (Foto: Michael Buholzer/REUTERS )
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247 – Quantas vezes um clube ou seleção já não foi derrotado em campo, ou mesmo eliminado de um campeonato, por culpa do olho do árbitro, que não conseguiu ver se a bola passou ou não pela linha do gol. A partir de agora, um chip implantado no objeto definirá tecnologicamente se isso ocorreu e a resposta por vir da tecnologia. A liberação do chip foi feita nesta quinta-feira 5 pelo International Board, órgão da Fifa que cuida das regras do esporte.

Apesar da autorização pela entidade, os cartolas fizeram um alerta: o chip terá a função de ajudar o árbitro, que continuará sendo a autoridade máxima numa partida. Antes de dar o verde, a Federação testou arduamente dois tipos de tecnologia - a Hawk-Eye e a GoalRef. Hoje em dia, o recurso já é utilizado em outros esportes, como o tênis.

A Fifa acredita que a implementação deva demorar alguns anos para chegar a todos os torneios do mundo. O primeiro teste irá ocorrer ainda no final de 2012, no Mundial de Clubes do Japão. O Corinthians, portanto, será o primeiro clube brasileiro a experimentar a nova bola. O sistema também deve ser implementado nos estádios brasileiros para a realização da Copa do Mundo de 2014.

Apesar da revolução, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, mostrou preocupação quanto à implementação da tecnologia nos países de menor poder aquisitivo. O mandatário afirmou que a falta de dinheiro pode dificultar que torneios em regiões de baixa renda tenham o uso do chip. Ele afirma que isso pode gerar uma desigualdade entre os campeonatos, além de colocar à prova a autoridade do árbitro.

Blatter já foi opositor histórico do uso de tecnologia no futebol, mas disse ter mudado de ideia depois de um lance das oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, quando o inglês Frank Lampard marcou um gol contra a Alemanha que não foi anotado porque o árbitro não viu que a bola quicou dentro do gol depois de bater no travessão. O sueco diz que não resistiria a um novo momento como aquele.

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