Fifa processa Blatter e Platini para tentar recuperar U$2 milhões indevidos

A Fifa entrou com ações em um tribunal da Suíça nesta segunda-feira na tentativa de recuperar 2,1 milhões de dólares que disse terem sido pagos indevidamente por seu ex-presidente Joseph “Sepp” Blatter ao ex-astro de futebol francês Michel Platini

(Foto: Reuters)

ZURIQUE (Reuters) - A Fifa entrou com ações em um tribunal da Suíça nesta segunda-feira na tentativa de recuperar 2,1 milhões de dólares que disse terem sido pagos indevidamente por seu ex-presidente Joseph “Sepp” Blatter ao ex-astro de futebol francês Michel Platini.

“Hoje a Fifa entrou com ações nos tribunais suíços relevantes contra o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o ex-vice presidente da Fifa, Michel Platini, buscando a restituição dos 2 milhões de francos pagos indevidamente ao senhor Platini em fevereiro de 2011”, disse a entidade que governa o futebol mundial, acrescentando que “tem o dever de tentar recuperar os fundos pagos ilicitamente por uma ex-autoridade a outra”.

Blatter e Platini, que não puderam ser contatados de imediato, insistem que não fizeram nada de errado em meio ao que se tornou o maior escândalo de corrupção a abalar o mundo do futebol, que resultou em vários processos e condenações nos Estados Unidos.

Os dois ex-dirigentes foram banidos do futebol no final de 2015 devido ao pagamento de 2 milhões de francos suíços feitos pela Fifa ao francês com a aprovação de Blatter em 2011 para remunerar um trabalho realizado pelo primeiro uma década antes.

Inicialmente, Platini, que chefiou a Uefa de 2007 a 2015, foi afastado de todas as atividades relacionadas ao futebol por oito anos, mas mais tarde o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) reduziu a suspensão para quatro anos.

A suspensão de Blatter foi reduzida de oito para seis anos, período confirmado pelo CAS mais tarde em uma decisão na qual concluiu que o ex-dirigente de 83 anos “violou o Código de Ética da Fifa, já que o pagamento equivaleu a um presente indevido por não ter base contratual”.

Por John Miller

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