Fortunati defende cobrança de taxa da Uber

Representantes da empresa Uber se reuniram com o prefeito José Fortunati para debater a regulamentação do serviço de transporte privado em Porto Alegre; o encontro aconteceu após o episódio de violência ocorrido na semana passada, em que um motorista parceiro da empresa foi encurralado e espancado por taxistas; será formado um grupo de trabalho para discutir precedentes de regulamentações em outras cidades, a partir da pretensão de que a Uber passe a pagar uma taxa para funcionar na cidade; “O nosso entendimento continua sendo o mesmo, que nesse momento é clandestino, continuaremos autuando, multando e apreendendo veículos”, garantiu Fortunati

Representantes da empresa Uber se reuniram com o prefeito José Fortunati para debater a regulamentação do serviço de transporte privado em Porto Alegre; o encontro aconteceu após o episódio de violência ocorrido na semana passada, em que um motorista parceiro da empresa foi encurralado e espancado por taxistas; será formado um grupo de trabalho para discutir precedentes de regulamentações em outras cidades, a partir da pretensão de que a Uber passe a pagar uma taxa para funcionar na cidade; “O nosso entendimento continua sendo o mesmo, que nesse momento é clandestino, continuaremos autuando, multando e apreendendo veículos”, garantiu Fortunati
Representantes da empresa Uber se reuniram com o prefeito José Fortunati para debater a regulamentação do serviço de transporte privado em Porto Alegre; o encontro aconteceu após o episódio de violência ocorrido na semana passada, em que um motorista parceiro da empresa foi encurralado e espancado por taxistas; será formado um grupo de trabalho para discutir precedentes de regulamentações em outras cidades, a partir da pretensão de que a Uber passe a pagar uma taxa para funcionar na cidade; “O nosso entendimento continua sendo o mesmo, que nesse momento é clandestino, continuaremos autuando, multando e apreendendo veículos”, garantiu Fortunati (Foto: Leonardo Lucena)

Débora Fogliatto, Sul 21 - Representantes da empresa Uber se reuniram nesta segunda-feira (30) com o prefeito José Fortunati para debater a regulamentação do serviço de transporte privado em Porto Alegre. O encontro aconteceu após o episódio de violência ocorrido na semana passada, em que um motorista parceiro da empresa foi encurralado e espancado por taxistas. Ficou decidido que será formado um grupo de trabalho para discutir precedentes de regulamentações em outras cidades, a partir da pretensão de que a Uber passe a pagar uma taxa para funcionar na cidade.

O diretor-geral da Uber no país, Guilherme Telles, falou rapidamente à imprensa, afirmando a vontade de manter aberto o canal de comunicação com a Prefeitura. “Queremos ouvir um pouco da cidade, pensando o melhor para Porto Alegre, que é uma regulamentação a quatro mãos, entre a empresa e o poder público”, apontou, dizendo que agora seu papel é munir o Executivo de exemplos que “sirvam aos interesses” da cidade. “A Uber paga todos os impostos que são devidos. Mas mais do que isso, há uma regulamentação que prevê a cobrança de uma taxa, que poderia ser revertida para o transporte público da cidade, como acontece no México, por exemplo. Ou seja, é o transporte privado melhorando a qualidade do transporte público”, resumiu.

Enquanto as discussões seguem, a Uber continua operando normalmente, mas ainda sendo considerada clandestina pela Prefeitura. “O nosso entendimento continua sendo o mesmo, que nesse momento é clandestino, continuaremos autuando, multando e apreendendo veículos”, garantiu Fortunati. Ele também criticou a empresa por ter rompido as negociações anteriormente, mas disse que, agora, os empresários se comprometeram a “fazer uma discussão séria”. “A partir disso, com a presença da Câmara e do Ministério Público, assumimos o compromisso de começarmos um amplo debate com a sociedade para buscarmos as informações existentes dentro do Brasil e fora”, relatou.

Ele disse não abrir mão da cobrança de taxas a serem pagas pela empresa para continuar funcionando. “É uma empresa que tem no mercado o valor de US$ 40 bilhões, nesse ano de 2015 terá o lucro líquido, segundo a imprensa norte-americana, de algo em torno de US$ 1,5 bilhão. Isso equivale ao orçamento de Porto Alegre para o ano, R$ 6 bilhões”, explicou. Para ele, o fato de a Uber utilizar “as vias públicas, o meio urbano que é tratado com o dinheiro público” significa que é necessário contribuir com o serviço público. Ainda não há um prazo estabelecido para esta regulamentação, o que se deve, segundo Fortunati, ao fato de os empresários não terem concordado em tirar os carros de circulação.

Enquanto isso, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) segue buscando os agressores responsáveis por espancar Bráulio Pelegrini Escobar, motorista da Uber, na sexta-feira (27), através do sistema de GPS, que dá a localização de todos os taxistas da cidade, o que será fornecido para a Polícia Civil. O diretor-presidente do órgão reconhece que o serviço de táxi na cidade precisa melhorar. “Estamos em uma cruzada para criar o ambiente adequado para o serviço de táxi. Terá uma idade máxima de até seis anos por permissão, que é a média utilizada em várias cidades do mundo. O principal é tratar dos profissionais, para que realmente tenha um sistema eficiente de avaliação de quem conduz o táxi”, garantiu.

Ele explica que esse trabalho de se revisar as mais de dez mil permissões é lento, mas deve ser concluído até setembro de 2016. Tanto os donos de táxis quanto os auxiliares precisam ser apresentados à EPTC e conseguir a permissão para dirigir, afirmou ele. “Já estamos fazendo investigação sobre barões dos táxis. Já temos 70 processos sobre essas irregularidades de transferir táxi, uma série de coisas. E essa parceria com a Polícia Civil está dando grandes resultados”, assegurou.

Na semana passada, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei que proíbe o serviço da Uber até que seja regulamentado. O prefeito disse que não falará a respeito até o projeto chegar em seu gabinete, mas as ações tomadas pela Prefeitura já seguem no mesmo caminho do que foi determinado pelo Legislativo.

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