Goiás lidera geração de empregos no Centro-Oeste

Entre janeiro e julho, Goiás gerou 80.577 postos de trabalho; no mês passado, foram criados no Estado 3.993 empregos com carteira assinada; os melhores desempenhos vieram da indústria de transformação (1.254 postos criados), serviços (935) e de serviços industriais de utilidade pública – Siup (580)

Goiás lidera geração de empregos no Centro-Oeste
Goiás lidera geração de empregos no Centro-Oeste (Foto: Luiz Costa/SMCS)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247_ O bom momento da economia goiana se reflete nos números divulgados nesta quinta-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Entre janeiro e julho, Goiás gerou 80.577 postos de trabalho obtendo o melhor desempenho da Região Centro-Oeste. No mês passado, foram criados no Estado 3.993 empregos com carteira assinada. Os melhores desempenhos vieram da indústria de transformação (1.254 postos criados), serviços (935) e os serviços industriais de utilidade pública – Siup (580).

Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os que apresentaram os maiores saldos na balança de empregos foram, nessa ordem: Cristalina, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo e Rio Verde. Na outra ponta, os piores resultados foram registrados em Formosa, Morrinhos, Uruaçu, Jataí, Niquelândia, Catalão, Luziânia e Porangatu.

Nos últimos 12 meses, o crescimento de postos de trabalho em Goiás foi de 6,5% – também o maior da região. O IBGE também mostrou que Goiás foi o Estado que mais cresceu no primeiro trimestre de 2012 – com 26% a mais relação ao Produto Interno Bruto de outras federações.

Nacional

O emprego com registro em carteira continua em expansão no país, com a abertura de 142.496 novos postos de trabalho no mês de julho. Houve crescimento de 0,37% em relação à quantidade de trabalhadores no mercado formal no mês anterior.

No acumulado do ano, foram criados 1.232.843 postos de trabalho, uma expansão de 3,25% em relação ao estoque de dezembro de 2012. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1.538.472 empregos, correspondendo à elevação de 4,09%. Com isso, o país passa a ter 39.134.013 de trabalhadores celetistas. No mês, foram declaradas 1.753.241 admissões e 1.610.745 desligamentos, ambos os maiores para o período.

A geração de empregos em julho ocorreu nos oitos setores da economia, com destaque para Serviços, com 39.060 postos (0,25%). O comportamento favorável do setor ocorreu devido ao crescimento do emprego em quatro segmentos: Serviços de Alojamento e Alimentação (17.454 postos); Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (13.191 postos); Serviços Médicos e Odontológicos (10.623 postos) e Serviços de Transportes e Comunicações (4.788 postos).

A Construção Civil foi responsável pela abertura de 25.433 vagas (0,83%); e Indústria de Transformação, 24.718 postos (0,30%), com destaque para os ramos da Indústria de Produtos Alimentícios (7.537 postos), Indústria Calçados (4.335 postos), Indústria Química (3.312 postos), Indústria Têxtil (2.354 postos) e Indústria Mecânica (2.224 postos).

Com a criação de 23.951 empregos (1,42%), a Agricultura obteve a maior taxa de crescimento entre os setores para o mês. O comportamento favorável do setor Agrícola está relacionado, em grande parte, às Atividades de Apoio à Agricultura (9.593 postos) e Cultivo de Laranja (8.055 postos), centralizadas no estado de São Paulo.

Já o Comércio abriu 22.847 vagas no mês (0,27%); a Extrativa Mineral, 1.717 vagas (0,80%) e Serviços Industriais de Utilidade Pública, 1.598 postos (0,42%). A Administração Pública criou 3.161 empregos (0,38%), o melhor desempenho para o mês de julho, desde 2009.

Regiões

Em termos geográficos, todas as cinco grandes regiões aumentaram o emprego: Sudeste, com 83.093 postos (0,40%), desempenho superior ao ocorrido em julho de 2011 (69.201); Nordeste, 21.184 postos (0,35%); Sul, 13.060 postos (0,19%); Norte, com 12.883 postos (0,75%), o terceiro maior saldo para o mês) e Centro-Oeste, com 12.276 postos ou (0,42%).

Todas as Unidades da Federação (UF) expandiram o nível de emprego, com quatro delas registrando saldos recordes; duas o segundo lugar e cinco o terceiro melhor resultado para o mês. Os destaques positivos foram: São Paulo, com 47.837 postos (0,38%); Minas Gerais, 19.216 postos (0,46%); Rio de Janeiro, 13.439 postos (0,37%); Pará, 6.759 postos (0,96%); e Ceará, com 6.695 postos (0,64%).

No conjunto das nove áreas metropolitanas, o emprego formal cresceu 0,24%, equivalente ao aumento de 38.865 postos de trabalho em julho. As áreas metropolitanas que mais se destacaram, em termos absolutos foram: São Paulo (13.835 postos) e Rio de Janeiro (9.249).

Os Interiores desses aglomerados urbanos tiveram aumento generalizado do emprego, sendo responsáveis, em conjunto, pela criação de 69.382 postos de trabalho, ou crescimento de 0,49%, resultado superior ao apontado para o total das áreas metropolitanas. O Interior do estado de São Paulo (34.002 postos) foi o que mais se destacou.
(Com informações do Ministério do Trabalho)

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email