Governo quer expandir exportações de Sergipe

Os produtos agrícolas são os mais exportados em Sergipe, sendo suco e óleo de laranja os mais comercializados para o exterior, com 59,3% do volume total, seguido pelos sucos de abacaxi, 13,2%; o governo do Estado tem trabalhado para ampliar este comércio para outros segmentos econômicos; com esta meta, diversas ações foram implantadas em 2015; o secretário do Desenvolvimento Econômico, Francisco Dantas, diz que desde 2014 o Estado tem aumentando sua participação no volume do comércio externo, mas ainda é baixo o índice de exportação em Sergipe

Os produtos agrícolas são os mais exportados em Sergipe, sendo suco e óleo de laranja os mais comercializados para o exterior, com 59,3% do volume total, seguido pelos sucos de abacaxi, 13,2%; o governo do Estado tem trabalhado para ampliar este comércio para outros segmentos econômicos; com esta meta, diversas ações foram implantadas em 2015; o secretário do Desenvolvimento Econômico, Francisco Dantas, diz que desde 2014 o Estado tem aumentando sua participação no volume do comércio externo, mas ainda é baixo o índice de exportação em Sergipe
Os produtos agrícolas são os mais exportados em Sergipe, sendo suco e óleo de laranja os mais comercializados para o exterior, com 59,3% do volume total, seguido pelos sucos de abacaxi, 13,2%; o governo do Estado tem trabalhado para ampliar este comércio para outros segmentos econômicos; com esta meta, diversas ações foram implantadas em 2015; o secretário do Desenvolvimento Econômico, Francisco Dantas, diz que desde 2014 o Estado tem aumentando sua participação no volume do comércio externo, mas ainda é baixo o índice de exportação em Sergipe (Foto: Valter Lima)
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ASN - Os produtos agrícolas são os mais exportados em Sergipe, sendo suco e óleo de laranja os mais comercializados para o exterior, com 59,3% do volume total, seguido pelos sucos de abacaxi, 13,2%. O Governo do Estado tem trabalhado para ampliar este comércio para outros segmentos econômicos. Com esta meta, diversas ações foram implantadas em 2015, no âmbito do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE).

A iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em parceria com o governo estadual e outras instituições locais e nacionais, está sendo executada em Sergipe pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), que, como uma das medidas iniciais, realizou o “Curso Básico de Exportação” em parceria com o MDIC e o Sebrae/SE, atingindo empresários de portes pequeno, médio e grande.

O secretário da pasta, Francisco Dantas, diz que desde 2014 o Estado tem aumentando sua participação no volume do comércio externo, mas ainda é baixo o índice de exportação em Sergipe. Articulações entre entidades governamentais e organizações empresariais têm dado atenção à produção de medidas para incrementar o segmento. A secretaria também acompanha e monitora o desenvolvimento do comércio exterior por meio de análise e estudos. “O grande objetivo do Governo é aumentar e qualificar a base exportadora sergipana, gerando desenvolvimento econômico e social para o estado e, conseqüentemente, para o país”, pontua o secretário Chico Dantas.

Enquanto os novos setores ainda buscam esta expansão, a agricultura confirma cada vez mais o grande peso que possui na balança comercial de Sergipe. E a perspectiva é de um crescimento significativo, com a possibilidade de produção de soja no estado. O Governo iniciou essa discussão, envolvendo produtores, pesquisadores, empresas de assistência técnica, empresários dos ramos da logística e da exportação, para incentivar a produção de soja orgânica e convencional no estado. A Embrapa está com três áreas experimentais situadas em Carira, Frei Paulo e Umbaúba e os resultados são bastante positivos.

“Nos últimos meses, a soja que passa pelo Porto de Sergipe também ganhou importância”, observa o secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal. Para ele o potencial do setor agropecuário é muito grande e o cenário pode ser ainda melhor.

“Só para citar alguns exemplos: o nosso rebanho tem uma genética muito boa e temos um reconhecimento de estado livre da febre aftosa por mais de 20 anos. Temos um frigorifico com SIF (Serviço de Inspeção Federal) no Baixo São Francisco e temos mais um para ser instalado na região Agreste do estado e temos livre acesso aos mercados exigentes como o dos Estados Unidos. Da mesma forma, no Sertão, temos vários laticínios com SIF e outros em vias de receber a autorização. Com isso, deveremos entrar forte na disputa do mercado nacional e ousar adentrar em outros países”, destaca Leal.

No último dia 26, o vice-governador Belivaldo Chagas participou de uma reunião em que foi discutida a possibilidade de produção de soja em Sergipe. Chagas se mostrou entusiasmado com a possibilidade do estado se tornar um produtor de soja e colocou a estrutura do governo à disposição dos segmentos envolvidos. No dia seguinte, o Porto de Sergipe carregou um navio com 32 mil toneladas de soja vindas de Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia. Este é o quinto navio abastecido com soja no porto sergipano com destino a Rússia e Japão, sendo que o embarque de hoje vai para a Rússia. De acordo com o gerente da VLI, Valdeilson Paiva, a soja é uma commodity que tem mercado internacional e Sergipe precisa aproveitar a sua potencialidade e capacidade fértil para se introduzir no corredor logístico de embarque do produto.

Ele disse que o Porto de Sergipe conta com estrutura apropriada para embarque do grão na medida em que as colheitas estiverem em execução. “Transportamos por mês cerca de 90 mil toneladas de produtos que vão desde o coque de petróleo, soja, fertilizantes, trigo e outros”, acentuou.

Potencial Agrícola

Sergipe tem batido recordes de produção, graças à riqueza do solo, do ciclo de chuvas, que são relativamente regulares, à força dos produtores e às políticas públicas. O Estado é o segundo maior produtor de milho do Nordeste, tem uma rizicultura que bate recordes de produção e de produtividade, e uma das maiores bacias leiteira do país. “Temos a citricultura que, apesar das dificuldades do setor, é uma das mais importantes do Brasil e mantém Sergipe como um dos grandes exportadores. Isso, sem falar do abacaxi, do coco, da banana etc. Essa produção também está diretamente ligada às condições de logística, de infraestrutura, de fomento que favorece a instalação de agroindústrias com potencial de exportação”, explica Esmeraldo Leal.

Ciente disto, a Secretaria da Agricultura e órgãos vinculados (Emdagro, Cohidro e Pronese) têm seguido a orientação do Governo do Estado, de aproveitar o potencial criativo dos produtores locais. Além da assistência técnica e da defesa animal e vegetal, a Emdagro tem projetos de queijarias e de laticínios que cumprem as exigências e põe os produtos no mercado. A Cohidro tem aproveitado o potencial produtivo dos perímetros irrigados e tem valorizado iniciativas como o laticínio do perímetro Jabiberi, em Tobias Barreto e os grupos de orgânicos dos perímetros do Piauí, do Jacarecica e do Califórnia, respectivamente em Lagarto, Itabaiana e Canindé de São Francisco.

A Pronese, que se integrou completamente à Seagri, tem ajudado bastante no Programa Dom Távora, que prevê pequenas agroindústrias vinculadas aos planos de negócios das comunidades rurais. Na avaliação do secretário, estes são alguns dos potenciais que podem transformar as matérias primas produzidas em Sergipe em produtos de qualidade para exportação para outros estados e para outros países.

“Por tudo isso, o campo sergipano tem muito orgulho de ter três produtos agrícolas, entre os mais importantes da nossa balança comercial no acumulado de novembro de 2014 a novembro de 2015. Também destacamos que o campo sergipano foi um dos maiores geradores de empregos desse ano. Estamos fazendo a nossa parte, e isso nos orgulha muito”, concluiu o secretário da Agricultura.

Balança comercial

Os dados do Radar Comércio Exterior, publicado pelo Observatório de Sergipe, revelam que no comparativo entre novembro de 2014 e novembro de 2015, as exportações subiram 59,1% e as importações cresceram em 49,6%. As informações são passadas pela equipe do Observatório de Sergipe, mensalmente e tem como base informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC/SECEX).

As recentes mudanças no câmbio do dólar incentivaram em Sergipe, por dois meses consecutivos (set e out), o saldo positivo de US$ 3,10 milhões na balança comercial. Mas a tendência não se efetivou e em novembro, o saldo fechou negativo de US$ 8,75 milhões. As exportações retraíram 18%. As importações cresceram 2,2% e os fertilizantes continuam sendo preponderantes.

No acumulado do ano, o saldo foi negativo em US$ 11, 23 milhões, com acréscimo de 21,2% nas exportações e queda de 8,8% nas importações, comparado ao mesmo período do ano anterior. Além dos produtos agrícolas, campeões em exportações, os demais vendidos para fora do país são calçados e afins 8,3; açucares e afins 4,4%; sucos e outros cítricos 4,3%; outros produtos 10,4%.

“Acompanhar a evolução do comércio exterior sergipano é um importante meio para vermos o desempenho e perspectivas da economia local. Por exemplo, a recente valorização do dólar está favorecendo o aumento da exportação de alguns produtos fabricados em Sergipe, como sucos de laranja e calçados. Esta oportunidade deve ser aproveitada por estas cadeias produtivas”, destaca o coordenador do Observatório, Ciro Brasil.

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