Haddad diz que vai vetar fim do rodízio em SP

Mudança aprovada em votação simbólica na Câmara dos Vereadores foi proposta pelo vereador Adílson Amadeu (PTB); "Eu não entendi. Ninguém falou comigo sobre esse projeto. Eu vou vetar, claro", garantiu o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT)

Mudança aprovada em votação simbólica na Câmara dos Vereadores foi proposta pelo vereador Adílson Amadeu (PTB); "Eu não entendi. Ninguém falou comigo sobre esse projeto. Eu vou vetar, claro", garantiu o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT)
Mudança aprovada em votação simbólica na Câmara dos Vereadores foi proposta pelo vereador Adílson Amadeu (PTB); "Eu não entendi. Ninguém falou comigo sobre esse projeto. Eu vou vetar, claro", garantiu o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) (Foto: Roberta Namour)

247 - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que vai vetar o projeto de lei que revoga o rodízio municipal, de autoria do vereador Adílson Amadeu (PTB). "Eu não entendi. Ninguém falou comigo sobre esse projeto. Eu vou vetar, claro", disse o prefeito na noite de ontem, no Teatro Municipal.

Em defesa da proposta, o petebista justificou que o rodízio foi criado para reduzir a poluição, mas que a frota se tornou menos poluente à medida que foi crescendo a participação dos carros bicombustíveis. Ele argumentou ainda que, para burlar o rodízio, muitos motoristas acabaram comprando um segundo veículo mais antigo e poluidor. "A gente percebe que a classe média alta tem hoje dois, três carros na garagem, para circular nos dias de rodízio. O reflexo [do rodízio] é zero", defendeu.

De acordo com os registros oficiais do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), a frota de veículos de todos os tipos (leves e pesados, incluindo automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus) cadastrados na cidade atingiu, em abril, cerca de 7,7 milhões de unidades, ante 6,5 milhões no mesmo período de 2009.

Pela manhã, o líder do PT na Câmara Municipal, vereador Alfredinho, afirmou que a aprovação do projeto foi um "cochilo". "Eu não esperava que o projeto estivesse na pauta, mas aconteceu. Admito que foi um cochilo, porque sei que muitos vereadores são contrários. Agora é isso, resta ao prefeito vetar", disse.

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