Influenciadora Juliana Thaisa acusa Edi Rock de estupro; rapper nega

Juliana usou as redes sociais para denunciar cantor e fazer desabafo. Logo depois, ele também se pronunciou

www.brasil247.com - Juliana Thaisa e Edi Rock
Juliana Thaisa e Edi Rock (Foto: Reprodução)


Metrópoles - A influencer, conselheira sexual e doula Juliana Thaisa está acusando o rapper Edivaldo Pereira Alves, mais conhecido como Edi Rock, do Racionais MCs, de abuso sexual. Em uma série de Stories publicados por ela nas redes sociais nessa terça-feira (21), fez um longo desabafo, dizendo como o episódio teria marcado sua vida e que estaria exausta. O rapper nega as acusações.

“Eu tô um caos, eu não consigo sequer trabalhar. Estou desde março sem atender por causa das sequelas de uma violência que destruiu a minha vida. Estava bem, me recuperando das sequelas de outras violências, e quando veio mais essa última eu me lasquei todinha. Vivendo de forma funcional, sem poder parar porque eu tenho uma filha incrível que merece ser cuidada da melhor forma possível, e por ela eu me mantenho sã, forte e de pé. Cansada de me perguntar se um dia isso tudo acaba, se realmente existe uma vida leve diante de 27 anos de violência física e sexual, porque car**** começou aos 6 anos e não parou nunca mais. Cansada de militância, porque chega uma hora que você não tem mais força pra nada a não ser cuidar de si mesma, e na condição de mãe solo, cuidar do meu grudinho”, disse Juliana, em um trecho do relato.

Juliana ressaltou que o fato de também ter sido alvo de abusos sexuais e físicos ao longo dos anos fez com que ela se sentisse incapacitada de de atender outras vítimas e mencionou o caso da menina de 11 anos, que estava sendo mantida pela justiça de Santa Catarina em um abrigo, para evitar pudesse fazer um aborto legal, após ter sido vítima de estupro. “Foi um baita gatilho. Se fazem isso com uma criança vão fazer justiça pra mulher adulta?! Nunca!”, criticou a mulher.

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Depois, ela seguiu narrando detalhes do crime a qual teria sido vítima. “Tem um pouco mais de 1 ano que fui violentada, e na época eu não expus pra preservar a minha filha, fiquei com medo. E a pouco tempo decidi expor tudo, tanto as violências do núcleo familiar, como a violência do cantor de rap. Eu tô cansada de conversar com jornalista, de buscar ajuda na mídia, de verbalizar inúmeras todo ocorrido e reviver as minhas dores, inclusive em dias seguidos e as vezes mais de uma vez por dia. Pra no final, ouvir ‘a direção não autorizou a denúncia pq o inquérito foi arquivado’. Mais de 90% dos estupros no Brasil não são condenados. A maioria dos abusos acontecem clandestinamente”, contou.

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“Eu só tenho duas mãos, uma eu usei pra tentar segurar aquele nojento e a outra pra segurar minha calça que ele tentava abaixar. Queria o que? Que eu tivesse filmado? Eu não pude nem gritar pra não acordar minha filha e traumatiza-la. Inferno! Estou cansada de pedir ajuda pra mídia, cansada de ver todos os processos de violência que eu tenho, arquivados. Não teve um, um sequer, que o agressor foi responsabilizado. Eu fui invalidada em todos os processos”, completou.

“E quem quiser me julgar, culpar, ofender e todo o repertório que já conhecemos, porque diante dessa sociedade nojenta, a mulher sempre é ‘culpada’. Eu não tô nem aí. Quem tem boca fala o que quer. E ninguém tem que achar nada, porque quando doeu quem sentiu fui eu. Quem tá fazendo das tripas coração pra se manter de pé sou eu”.

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Juliana ainda postou imagem do boletim de ocorrência que foi aberto, além de prints da conversa com sua irmã e até de uma suposta ligação que teria recebido de Edi Rock no dia seguinte ao abuso sexual. Em vídeos, Juliana diz que Edi Rock se recusou a deixar o edifício onde ela mora.

“Existem várias filmagens da câmera de segurança do prédio, e só eu sei a humilhação que eu passei pra conseguir essas imagens. Laudo psicológico, até porque no dia seguinte eu solicitei uma sessão de emergência, B.O., print pedindo socorro, print das ligações dele mesmo após o ocorrido porque ele ainda ficou atrás de mim. Inquérito arquivado e eu não fui ouvida. Eu não fui ouvida, eu não fui ouvida, eu não fui ouvida. Ele negou, e palavra dele foi validada. O sistema é patriarcal, machista, misógino e opressor”, disparou juliana.

Ela terminou o relato fazendo um pedido. “Se acontecer alguma coisa comigo, investiguem o Edi Rock. Existe um drive com todas as provas que não foram o suficiente para o Ministério Público. As pessoas certas já tem acesso, caso aconteça alguma coisa comigo”, alertou.

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Edi Rock nega

Em seu Instagram, Edi Rock negou as acusações. “Salveee família! Sobre as acusações contra mim nas redes, já foi comprovado pela justiça que é MENTIRA! Os fatos expostos tornaram a narrativa apresentada ilegítima e caluniosa. Meus advogados cientes, tomaram as medidas cabíveis. Atenciosamente: Edivaldo Pereira Alves.”

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