Irapuan leva experiência e êxito como gestor para a SSP

Ex-governador e ex-senador foi escolhido pelo governador Marconi Perillo e o vice Zé Eliton para comandar a Secretaria de Segurança Pública, no lugar de Ricardo Balestreri; experiente na vida pública, Irapuan assume o posto com o desafio dar continuidade às novas medidas do Governo de Goiás para a o sistema prisional e manter a redução dos índices criminais

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irapuan (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - O Estado de Goiás tem lideranças políticas de expressão nacional que tiveram atuação de destaque no País no processo de redemocratização que deu origem à Nova República. Entre eles está o ex-governador, ex-senador e ex-parlamentar constituinte Irapuan Costa Junior, que teve papel central na transição democrática em Goiás no início dos anos 1980.

Irapuan é considerado um gestor de grande capacidade, resultado de suas atuações no Executivo e no Legislativo, de sua ampla e profunda formação acadêmica, empresário e líder classista. O ex-governador foi professor da Escola de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás (UFG), empresário do setor de construção civil, vice-presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais e presidente da Associação de Bancos do Estado de Goiás.

A biografia de Irapuan atesta que ele sempre se manteve comprometido com os ideais democráticos e atuou, com exímia habilidade política, por uma transposição lenta e gradual que assegurasse a retomada da normalidade republicana, com o restabelecimento das eleições diretas para presidente. Apoiou intensamente o Movimento das Diretas Já, ao lado de Ulysses Guimarães, Fernando Henrique e Iris Rezende e votou a favor da emenda Dante de Oliveira.

Como a Emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, Irapuan votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, que derrotou o candidato do regime militar, Paulo Maluf.

Em novembro de 1980, Irapuan filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em abril de 1982, integrando o grupo que defendia as candidaturas de Iris Rezende para o Governo de Goiás e de Mauro Borges para o Senado nas eleições previstas para novembro de 1982, declarou que concorreria, na ocasião, a uma cadeira na Câmara dos Deputados. No pleito de novembro de 1982, conquistou seu primeiro mandato pelo voto, tendo sido eleito deputado federal na legenda do PMDB de Goiás. Empossado em fevereiro de 1983, nessa legislatura foi membro da Comissão de Relações Exteriores.

Em 1986, foi indicado para concorrer a uma vaga de senador constituinte na chapa de Henrique Santillo, seu adversário tradicional, que pertencia à ala progressista do PMDB. No Senado, Irapuan Costa Júnior atuou nos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte como titular da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade do Subsolo e da Atividade Econômica, da Comissão da Ordem Econômica, e suplente da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação.

Foi favorável à proteção do emprego contra demissão sem justa causa, a pluralidade sindical, o presidencialismo, a nacionalização do subsolo, a anistia para os micro e pequenos empresários e o mandato de cinco anos para Sarney. Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, retornou aos trabalhos ordinários no Senado Federal, vindo a integrar as comissões de Relações Exteriores, de Defesa Nacional, do Distrito Federal, Assuntos Econômicos e de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado entre 1988 e 1990.

Naquela legislatura, realizou várias missões no exterior. No pleito de outubro de 1994, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados na legenda do Partido Progressista (PP), não tendo sido eleito. Deixou o Senado em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

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