Itaquerão entra na mira da Lava Jato

Palco da cerimônia de abertura da Copa de 2014, a Arena do Corinthians entra na mira da força tarefa da Operação Lava Jato por causa de uma transação sigilosa entre a Odebrecht e a Caixa Econômica Federal para cobrir um rombo milionário na construção do estádio; com o estádio já em uso, com o dinheiro recebido do BNDES, havia ainda um buraco de R$ 420 milhões por causa do impasse em torno das CIDs; diante disso, a Caixa decidiu comprar os papéis da Odebrecht; operação foi estruturada porque a arena não tinha garantias suficientes para recorrer a outro banco; Marcelo Odebrecht, então presidente da companhia, atuou diretamente para agilizar os empréstimos e pressionou a Caixa para que o dinheiro fosse liberado com poucas garantias

Palco da cerimônia de abertura da Copa de 2014, a Arena do Corinthians entra na mira da força tarefa da Operação Lava Jato por causa de uma transação sigilosa entre a Odebrecht e a Caixa Econômica Federal para cobrir um rombo milionário na construção do estádio; com o estádio já em uso, com o dinheiro recebido do BNDES, havia ainda um buraco de R$ 420 milhões por causa do impasse em torno das CIDs; diante disso, a Caixa decidiu comprar os papéis da Odebrecht; operação foi estruturada porque a arena não tinha garantias suficientes para recorrer a outro banco; Marcelo Odebrecht, então presidente da companhia, atuou diretamente para agilizar os empréstimos e pressionou a Caixa para que o dinheiro fosse liberado com poucas garantias
Palco da cerimônia de abertura da Copa de 2014, a Arena do Corinthians entra na mira da força tarefa da Operação Lava Jato por causa de uma transação sigilosa entre a Odebrecht e a Caixa Econômica Federal para cobrir um rombo milionário na construção do estádio; com o estádio já em uso, com o dinheiro recebido do BNDES, havia ainda um buraco de R$ 420 milhões por causa do impasse em torno das CIDs; diante disso, a Caixa decidiu comprar os papéis da Odebrecht; operação foi estruturada porque a arena não tinha garantias suficientes para recorrer a outro banco; Marcelo Odebrecht, então presidente da companhia, atuou diretamente para agilizar os empréstimos e pressionou a Caixa para que o dinheiro fosse liberado com poucas garantias (Foto: Romulo Faro)

SP 247 - Palco da cerimônia de abertura da Copa do Mundo da Fifa 2014, a Arena do Corinthians (Itaquerão) entra na mira da força tarefa da Operação Lava Jato por causa de uma transação sigilosa entre a Odebrecht e a Caixa Econômica Federal (em 2014) para cobrir um rombo milionário na construção do estádio.

O dinheiro gasto pela empreiteira no estádio não tem prazo para retorno, de acordo com o jornal Folha de São Paulo. Para ajudar a Odebrecht a recuperá-lo, a Caixa comprou debêntures emitidas pela empreiteira no valor de pelo menos R$ 350 milhões.

Debêntures são títulos de crédito lançados ao mercado para captar recursos. Na prática, funciona como um empréstimo. A Odebrecht terá que devolver esse recurso à Caixa com juros.

Ex-presidente do Corinthians, o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), que participou do projeto de construção da arena, confirmou a transação, mas disse que não comentaria o negócio porque o acerto foi feito entre a Caixa e a Odebrecht, sem envolver o clube.

Em 2014, a Odebrecht fez uma única emissão de debêntures, com valor próximo do socorro da Caixa, com vencimento em 2021, Segundo pesquisa feita pela reportagem.

A empreiteira foi contratada pelo Corinthians em 2011 para erguer o estádio. Pelo plano original, um financiamento do BNDES no valor de R$ 400 milhões seria utilizado para bancar parte da obra.

O restante seria quitado com R$ 420 milhões em créditos cedidos pela Prefeitura de São Paulo –os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs).

Feito pela Caixa, o financiamento do BNDES saiu em março de 2014 e um impasse surgiu em relação aos CIDs: uma ação judicial questionou a validade do benefício municipal. Isso espantou os poucos empresários interessados em comprar os certificados, mesmo com o atrativo de descontá-los do pagamento de impostos.

Mesmo sem os recursos disponíveis, a Odebrecht concluiu a obra a tempo da abertura da Copa. Com o estádio já em uso, com o dinheiro recebido do BNDES, havia ainda um buraco de R$ 420 milhões por causa do impasse em torno das CIDs.

Diante disso, a Caixa decidiu comprar os papéis da Odebrecht. A operação foi estruturada porque a arena não tinha garantias suficientes para recorrer a outro banco. Marcelo Odebrecht, então presidente da companhia, atuou diretamente para agilizar os empréstimos e pressionou a Caixa para que o dinheiro fosse liberado com poucas garantias, de acordo com a Folha de São Paulo.

O executivo está preso em Curitiba há um ano e quatro meses e foi condenado a 19 anos de prisão por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro descobertos pela Operação Lava Jato.

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