JB fará mudanças, mas sem se complicar com aliados

O governador Jackson Barreto (PMDB) deve modificar pouco o arranjo do secretariado, sem prejudicar a unidade do bloco governista; a informação é do jornalista Diógenes Brayner; segundo ele, as alterações devem ser feitas apenas nos "secretários da casa", aqueles que tem relação mais direta com o governador; "Fora essas mudanças na área política, o quadro deve continuar o mesmo, porque é formado por indicação de lideranças partidárias que continuam no bloco, apoiando a reeleição de Jackson Barreto. O Governo mudou, todo mundo sabe, mas os objetivos políticos não", diz

O governador Jackson Barreto (PMDB) deve modificar pouco o arranjo do secretariado, sem prejudicar a unidade do bloco governista; a informação é do jornalista Diógenes Brayner; segundo ele, as alterações devem ser feitas apenas nos "secretários da casa", aqueles que tem relação mais direta com o governador; "Fora essas mudanças na área política, o quadro deve continuar o mesmo, porque é formado por indicação de lideranças partidárias que continuam no bloco, apoiando a reeleição de Jackson Barreto. O Governo mudou, todo mundo sabe, mas os objetivos políticos não", diz
O governador Jackson Barreto (PMDB) deve modificar pouco o arranjo do secretariado, sem prejudicar a unidade do bloco governista; a informação é do jornalista Diógenes Brayner; segundo ele, as alterações devem ser feitas apenas nos "secretários da casa", aqueles que tem relação mais direta com o governador; "Fora essas mudanças na área política, o quadro deve continuar o mesmo, porque é formado por indicação de lideranças partidárias que continuam no bloco, apoiando a reeleição de Jackson Barreto. O Governo mudou, todo mundo sabe, mas os objetivos políticos não", diz (Foto: Valter Lima)
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Sergipe 247 - "As mudanças no governo Jackson Barreto (PMDB) devem acontecer, com maior rigor, entre os chamados secretários de casa, porque precisam estar próximos do governador e ter forças para discutir atos da administração, para que o projeto definido não mude de rota. O pessoal de casa deve agilizar o trabalho na área política, dentro do estilo mais arrojado do governador, porque já o conhece há vários anos e sabe bem o seu traçado. Fora essas mudanças na área política, o quadro deve continuar o mesmo, porque é formado por indicação de lideranças partidárias que continuam no bloco, apoiando a reeleição de Jackson Barreto. O Governo mudou, todo mundo sabe, mas os objetivos políticos não. São os mesmo defendidos pela aliança desde quando ela foi formada em 2006, continuou em 2010 e está com o mesmo pique para 2014".

Quem faz esta análise é o jornalista Diógenes Brayner, em sua coluna publicada nesta quarta-feira (18) no jornal Correio de Sergipe e no site FaxAju. Para ele, as alterações no secretariado não devem prejudicar a unidade do bloco governista.

Confira texto na íntegra:

Reformar sem ferir

Há um aparente silêncio na reforma administrativa que o governador Jackson Barreto deve concluir até o dia 28 – data que fará uma curta viagem para descanso – e formalizá-la na primeira quinzena de janeiro. Nesse período fala-se de encontro do PMDB, do qual JB é a principal liderança, para que se tenha uma ideia do que o partido deseja na reforma e, em seguida, uma reunião com líderes da aliança que dá sustentação política ao Governo.

Até o momento sabe-se que Jackson Barreto fará algumas mudanças reais no secretariado, mas pode ser apenas remanejamentos e poucas demissões. Trata-se de um novo Governo, que naturalmente pretende ter ao lado pessoas mais diretamente ligadas ao governante, mas é bom lembrar que a composição continua a mesma, com projetos idênticos e objetivos claros, que é a sucessão de 2014.

Um único partido do bloco que se sinta rejeitado pode complicar...

Ontem, um bem ilustrado assessor do Governo disse que tem pessoas imaginando que as mudanças serão profundas e causarão surpresas. Admite que o governador Jackson Barreto não está pensando em criar complicações entre aliados, exatamente porque vai precisar da unidade política para entrar no “ringue” eleitoral de 2014, numa tentativa de reeleição. Avisa que não será bem assim, exatamente porque a aliança tem que ser preservada e manter os partidos que integram o bloco, inclusive os que ainda não tinham participação direta no Governo de coalisão. Segundo ainda o bem entrosado assessor, é verdade que haverá ajustes na equipe, mas nada tão radical que chegue a mudar a face da atual gestão, que tem projeto definido desde 2006.

As mudanças devem acontecer, com maior rigor, entre os chamados secretários de casa, porque precisam estar próximos do governador e ter forças para discutir atos da administração, para que o projeto definido não mude de rota. O pessoal de casa deve agilizar o trabalho na área política, dentro do estilo mais arrojado do governador, porque já o conhece há vários anos e sabe bem o seu traçado.

Fora essas mudanças na área política, o quadro deve continuar o mesmo, porque é formado por indicação de lideranças partidárias que continuam no bloco, apoiando a reeleição de Jackson Barreto. O Governo mudou, todo mundo sabe, mas os objetivos políticos não. São os mesmo defendidos pela aliança desde quando ela foi formada em 2006, continuou em 2010 e está com o mesmo pique para 2014.

Nenhuma eleição majoritária é fácil. Todos os candidatos atuam com firmeza para sair vitorioso no pleito. Embora até o momento apenas dois estão pré-candidatos – Jackson Barreto e o senador Eduardo Amorim (PSC) – um terceiro pode surgir e complicar a disputa. Seria o caso do prefeito João Alves Filho (DEM) que ainda navega em águas tranquilas nas pesquisas de opinião publica já realizadas no Estado.

A segunda hipótese em relação a João Alves é a dele não se candidatar. Haverá uma corrida à busca de uma composição com o seu partido, que mudaria toda a história do pleito. João mantém um musculatura eleitoral forte e bem delineada, que poderia influenciar na vitória de qualquer dos candidatos que estivesses a seu lado no palanque.

Nesse caso, sem sombras de dúvida, ganharia quem fizesse uma aliança com DEM, PSDB e PPS, que estão bem afinados como aliados em Sergipe. Lógico que essa é uma outra história, em razão do silêncio que o prefeito mantém quanto a sair ou continuar à frente da Prefeitura de Aracaju.

Esse ser ou não ser candidato cria suspense entre os que já anunciaram candidaturas.

Dentro desse panorama, em que o bloco liderado por Edvan Amorim se mantém coeso, é que o governador Jackson Barreto vai trabalhar pela unidade da aliança e não mexer com profundidade em sua equipe, representada por indicações de todas as legendas que o ajudaram a eleger-se em 2010 e pretendem ficar ao seu lado em 2014.

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