Kátia defende “saída urgente para a crise” econômica

A senadora Kátia Abreu (PMDB-­TO) afirmou que Legislativo, Judiciário e Executivo precisam dialogar com o objetivo de encontrar uma “saída urgente” para a atual crise política brasileira; uma das principais críticas do golpe contra Dilma Rousseff, a parlamentar disse que o governo de Michel Temer não tem legitimidade para continuar na condução do país nem das reformas trabalhista e previdenciária; “Temos que encontrar uma saída. Deveríamos propor imediatamente um diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para encontrarmos uma saída urgente”

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)

Tocantins 247 - A senadora Kátia Abreu (PMDB-­TO) afirmou nessa quarta­-feira (24) que Legislativo, Judiciário e Executivo precisam dialogar com o objetivo de encontrar uma “saída urgente” para a atual crise política brasileira. Uma das principais críticas do golpe contra Dilma Rousseff, a parlamentar afirmou que o governo de Michel Temer não tem legitimidade para continuar na condução do país nem das reformas trabalhista e previdenciária.

“Temos que encontrar uma saída. Deveríamos propor imediatamente um diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para encontrarmos uma saída urgente. Não é hora mais de pensar na honra do presidente Temer nem de qualquer outra pessoa. O futuro dele ele construiu, ele escreveu. E nós temos que construir, desenhar o futuro do país e dos 14 milhões de desempregados do País”, disse ela durante pronunciamento na tribuna do Senado.

Depois de afirmar que o governo de Michel Temer não conquistou legitimidade, a congressista criticou a proposta das reformas Trabalhista e Previdenciária no momento em que o país precisa de pacificação. “O Planalto não poderia enfrentar agora reformas que mexem no coração das pessoas, no futuro das suas vidas. Por que não acudiu primeiramente o SUS, que está falido e matando as pessoas nas filas dos hospitais?”, questionou.

A parlamentar também comentou sobre a delação dos donos e executivos da empresa JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. Ela criticou as condições do acordo, que permitiu que Joesley Batista, sua família e outros delatores deixassem o País. “O Brasil não vai aceitar, não vai se conformar. As pessoas estão desempregadas pedindo socorro e esse malandro está em Nova York, no Central Park?” , questionou.

Segundo a peemedebista, ao contrário do que o delator Ricardo Saud afirmou em delação, não recebeu dinheiro de propina da JBS. “Recebi financiamento legal de campanha de todos os frigoríficos, mas nem um centavo da JBS, porque não acho digno receber dinheiro de um homem predador como esse. Mas, como ele não pode provar que me deu um Real, deixou a dúvida no ar para me prejudicar” , explicou.

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