KMF entra na roda da Série Olhar

Seguindo o cineasta Lrio Ferreira, Klber Mendona Filho o protagonista do novo episdio da srie sobre diretores pernambucanos do Canal Brasil, que vai ao ar nas segundas, a partir das 20h30 (horrio do Recife)

Beatriz Braga_PE247 - Agitador (no melhor sentido) da cena cinematográfica do Recife, Kebler Mendonça Filho, ou para ser mais rápido, KMF, é a voz da vez na série Olhar, do Canal Brasil, que põe na berlinda os diretores pernambucanos, toda segunda, às 20h30. Muito experiente para falar sobre filmes, recife, bilheteria e festivais, Kleber é, também, o cara da vez do cinema pernambucano.

O diretor levou, recentemente, chuva de aplausos no Festival de Roterdã, na Holanda. A sua nova produção, o longa “O Som ao Redor”, ganhou o prêmio de melhor filme, escolhido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), composto por jornalistas da China, Inglaterra, Estados Unidos, Holanda e Brasil. Recife Frio, Eletrodoméstica, Vinil Verde e Noite de Sexta, Manhã de Sábado são outras das famosas “crias” do diretor.

Kleber é também idealizador do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife, que na sua quinta edição no ano passado, bateu recorde de bilheteria ao fazer homenagem ao diretor Stanley Kubrick (Laranja Mecânica, Uma Odisseia no Espaço) e fez o Cinema São Luiz, no Centro da Cidade, relembrar os tempos áureos dos cinemas da rua do Recife.

Série Olhar

A série Olhar vem trazendo diretores de peso, como o no episódio passado, em que colocou na frente das câmeras Lírio Ferreira (foto), um dos nomes que fez dos anos noventa, um divisor de águas no cinema brasileiro. Metade pernambucano, metade carioca, sendo a primeira naturalidade de berço e a segunda, onde traçou boa parte de sua carreira, Lírio é todo tupiniquim. É o que mostra a extensão de sua alma, as suas obras, essencialmente enraizadas, bem verde-amarelas.

O inesquecível e irrebatível Baile Perfumado, fruto da parceria com o diretor Paulo Caldas, marcou o ápice da produção de Lírio. O sertão tradicional recebeu uma perspectiva moderna, elevada pela trilha de Chico Science, Fred Zero Quatro e Lúcio Maia. Lírio ainda produziu obras primas como Árido Movie, de 2006. Um resgate ao Nordeste de raiz, forte e dramático. Não se pode esquecer, também, a recente produção, O homem que Engarrafava Nuvens (2009), e das mais antigas, Cartola – Música para os Olhos (2007) e Assombrações do Recife Velho (2000).

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