Lacerda deixa R$ 700 mi como restos a pagar em BH

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), afirma que seu sucessor, o empresário Alexandre Kalil (PHS), encontrará no caixa R$ 1,4 bilhão, mas com quase tudo já comprometido; "Mesmo assim, ajudam a compor um bom fechamento das contas", disse Lacerda, coordenador da Frente Nacional dos Prefeitos; seu secretário de Planejamento, Bruno Passeli, acrescenta que a atual gestão deverá deixar cerca de R$ 700 milhões como restos a pagar

Brasília- DF- Brasil- 23/02/2015- O prefeito de BH, Márcio Lacerda, participa da abertura do Seminário Nacional Habitar III Participa Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 23/02/2015- O prefeito de BH, Márcio Lacerda, participa da abertura do Seminário Nacional Habitar III Participa Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), afirma que seu sucessor, o empresário Alexandre Kalil (PHS), encontrará no caixa R$ 1,4 bilhão, mas com quase tudo já comprometido. "Mesmo assim, ajudam a compor um bom fechamento das contas", disse Lacerda, coordenador da Frente Nacional dos Prefeitos. Seu secretário de Planejamento, Bruno Passeli, acrescenta que a atual gestão deverá deixar cerca de R$ 700 milhões como restos a pagar.

As informações são do Valor.

"Kalil administrará um Orçamento menor que o deste ano e será forçado a segurar despesas. "É difícil que a receita sequer acompanhe a inflação", diz Lacerda, que deixa o cargo de prefeito após oito anos. "Se o custeio continuar sendo represado, o próximo prefeito vai administrar com tranquilidade, embora com austeridade. Ele terá que continuar segurando as despesas."

O novo prefeito já anunciou a proposta de reduzir o número de secretarias, de 22 para 13, e órgãos autônomos, de 13 para 2. Mas os vereadores aprovaram um reajuste salarial de cerca de 9% para eles próprios, para o prefeito e para os secretários. Em meio à pressão política e à recessão da economia, Kalil terá de decidir se sanciona ou não os aumentos.

Em janeiro, as finanças da cidade têm um reforço importante com a entrada da arrecadação do IPTU. O pagamento dos servidores do dia 5 de janeiro será depositado entre hoje e amanhã, de modo que eles poderão ter acesso aos recursos no dia 2. A folha mensal de Belo Horizonte está em R$ 213 milhões. "A nova gestão começa respirando, sem atrasos expressivos de pagamentos a fornecedores, a hospitais etc.", afirma Lacerda."

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